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Investigadores da Universidade de Coimbra vão estudar práticas ecológicas nas artes performativas

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Uma equipa de investigadores do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra (CEIS20) vai realizar um estudo inédito sobre as práticas ecológicas e sustentáveis nas artes performativas em Portugal.

O estudo, apoiado pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), no âmbito de um protocolo celebrado esta semana com o CEIS20, tem como objetivo “relacionar os modos de criação e produção artística com as crescentes exigências de práticas justas e de sustentabilidade social e ambiental e analisar o rumo das políticas públicas nestes domínios”, afirmou a UC, em nota hoje enviada à agência Lusa.

De acordo com o comunicado, no âmbito do estudo “Práticas ecológicas e sustentáveis nas artes performativas em Portugal” será lançado, nas próximas semanas, um inquérito a centenas de entidades e profissionais das artes e da cultura, “com particular ênfase naqueles que têm presentemente apoio da DGArtes, para procurar perceber o impacto da transição ecológica em Portugal”.

Segundo os investigadores, este estudo nasce quando, por toda a Europa, se vão discutindo novos modelos de atuação e criando espetáculos, performances, edições, associações e plataformas focadas na sustentabilidade.

“Num momento em que a urgência e o impacto da crise ambiental e das alterações climáticas se tornam, a cada dia, mais evidentes e mais tangíveis em todas as esferas da vida em sociedade, as artes e a cultura não constituem exceção a este panorama de crescente inquietação e envolvimento, num amplo espetro de discursos e práticas, que inclui tanto tentativas de adoção de modelos de trabalho mais sustentáveis, como iniciativas eco-ativistas ou críticas ao ‘capitalismo verde’ e ao ‘greenwashing’”, explicaram, citados na nota, os investigadores Fernando Matos Oliveira e Vânia Rodrigues.

“É, no entanto, inequívoco que os modos de fazer do campo artístico e cultural estão a ser interrogados e mobilizados pelas questões ecológicas, fazendo desta uma área de ação, debate e investigação de grande relevância”, acrescentaram.

Os investigadores disseram acreditar que o estudo “constituirá uma importante base de trabalho para o futuro”.

De acordo com a nota da Universidade de Coimbra, as conclusões e recomendações do estudo serão tornadas públicas no primeiro trimestre de 2023, “através de um relatório em português e inglês”, e de ações de disseminação e discussão em diversos pontos do território nacional.

Notícias do Centro | Lusa

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