A Companhia de Dança do Seixal estreia no dia 29 de maio, às 21h30, no TAGV, o espetáculo “AMINA”, uma criação da coreógrafa Cláudia Dias que reflete a Margem Sul através de uma abordagem crítica, intergeracional e multidisciplinar.
A nova criação integra o ciclo “A Coleção do Meu Pai (2023–2033)” e tem como ponto de partida a obra “Cerromaior”, de Manuel da Fonseca, propondo uma leitura contemporânea sobre territórios periféricos e desigualdades sociais.
A peça resulta de um processo colaborativo que envolveu investigação local e sessões de dança comunitária, juntando em palco intérpretes profissionais e participantes da comunidade, num cruzamento entre dança, palavra, música e performance.
“AMINA” retrata a Margem Sul como um espaço marcado por realidades sociais diversas, mas unidas por desafios comuns, como o acesso a transportes, saúde e condições de habitação, assumindo uma linguagem artística crua, crítica e politicamente assumida.
O espetáculo conta com interpretação de Beatriz Rodrigues, Cláudia Dias, Mayara Pessanha, Roge Costa e do músico Xullaji, responsável também pela banda sonora original.
Este projeto insere-se num ciclo de criação de longa duração que pretende cruzar a memória literária do neorrealismo com questões sociais contemporâneas, através de uma linguagem que combina dança, teatro, literatura e investigação artística.
No dia anterior à apresentação, a coreógrafa orienta ainda uma masterclass de Composição em Tempo Real, dedicada à improvisação e criação coreográfica.
A Companhia de Dança do Seixal foi fundada em 2025 por Cláudia Dias e Lina Duarte, com o objetivo de desenvolver um trabalho artístico centrado na criação contemporânea e na formação de jovens intérpretes.













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