A Câmara Municipal de Arouca deu parecer positivo ao projeto do Governo para reabilitar o tribunal local, empreitada que a autarquia disse hoje estar avaliada em mais de 608.000 euros.
Os planos em causa foram aprovados pelo executivo camarário dessa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto depois de a presidente da Câmara ter visitado o Palácio da Justiça de Arouca com o juiz-presidente da Comarca de Aveiro, Carlos Azevedo.
No local, os dois responsáveis avaliaram o resultado de uma intervenção recente que resolveu os problemas mais urgentes do edifício, mas concordaram que continua a faltar a segunda intervenção, de fundo, que vem sendo reclamada por profissionais e utentes do tribunal há vários anos.
“Temos estado em contacto permanente com a Secretaria de Estado da Justiça, fazendo a pressão necessária e apresentando a disponibilidade possível para que consigamos executar as obras de reabilitação necessárias para um pleno funcionamento do Palácio da Justiça”, afirmou à Lusa a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém.
Os arranjos mais recentes foram executados pela empresa Adalberto da Costa Rocha & Filhos Lda. e custaram ao Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça cerca de 14.000 euros, tendo sido complementados com trabalhos a expensas da própria autarquia, nomeadamente para controlar o impacto das árvores na envolvente do edifício e para melhorar as condições da sua escadaria principal.
A empreitada que fica a faltar – e que Margarida Belém quer ver concretizada “o mais depressa possível” – contemplará, por sua vez, obras de reabilitação ao nível da cobertura, das fachadas exteriores e dos espaços interiores, para correção de diversas patologias, e prevê também a melhoria das condições de utilização, conservação e valorização da generalidade do imóvel.
“O Município continua a encetar todos os esforços para que o Palácio da Justiça de Arouca disponha das condições necessárias para todos os que acedem e trabalham neste equipamento judicial”, disse a presidente da Câmara, referindo que o lançamento do concurso público para essa empreitada de sete meses será “o próximo passo para a resolução dos problemas do edifício”.













Comentários