O Congresso Tecer Comunidades: Caminhos das Artes na Intervenção Social, na Educação e na Cidadania vai decorrer nos dias 21 e 22 de março de 2024, em Leiria. Esta iniciativa pretende contribuir para a reflexão sobre o papel transformador que as artes têm vindo a assumir na esfera social, na educação, na construção da cidadania, nos processos cívicos e no fortalecimento de atitudes democráticas, promotoras de inclusão de todas as pessoas nas suas especificidades.
Trata-se de uma iniciativa organizada pelo CEIS20-Universidade de Coimbra, Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria, Município de Leiria e Núcleo Distrital de Leiria da EAPN Portugal. Conta como principais parceiros: o Plano Nacional de Artes, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Fundação Caixa de Crédito de Leiria, Agrupamento de Escolas dos Marrazes, Arquivo – Bens Culturais, Centro de Formação LeiriMar, União de Freguesias Marrazes e Barosa e ATLAS Leiria.
São cinco os principais temas da conferência: Artes, Intervenção Social, Educação, Mediação Artístico-Cultural, Inclusão e Cidadania.
O congresso destina-se a professores, investigadores, estudantes, profissionais das áreas sociais, culturais, artísticas e público em geral.
No último dia do Congresso, 22, vai ser inaugurada a Exposição Humanae da ativista Angélica Dass. A exposição ficará patente até 14 de abril, último dia que assinala a Semana da Interculturalidade 2024 da EAPN Portugal.
Angélica Dass é uma fotógrafa hispano-brasileira premiada que combina fotografia com pesquisa sociológica e participação pública em defesa dos direitos humanos. É criadora do aclamado Projeto Humanæ – uma coleção de retratos que revelam a beleza diversa das cores humanas. A iniciativa já esteve em mais de 80 cidades em seis continentes – desde o Fórum Económico Mundial em Davos até às páginas da National Geographic – para promover um diálogo que desafia a forma como pensamos sobre a cor da pele e a identidade étnica.
Nas suas conferências, Angélica Dass afirma que se baseia “nas suas próprias experiências pessoais e no seu processo criativo para ampliar a mensagem social das suas obras fotográficas”. É autora de Humanæ, uma obra fotográfica “em constante evolução que propõe uma reflexão invulgarmente direta sobre a cor da pele. O seu objetivo é documentar as verdadeiras cores da humanidade em vez dos falsos rótulos “branco”, “vermelho”, “preto” e “amarelo” associados à raça”. A fotógrafa pretende demonstrar que “o que define o ser humano é a sua incontornável singularidade e, por conseguinte, a sua diversidade”.
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