O Museu do Brincar, cujo espólio foi adquirido recentemente pelo Município de Vagos, vai ser instalado temporariamente no Mercado Municipal, devendo abrir portas dentro de dois meses, avançou hoje o presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado.
“Esperamos que, dentro de dois meses, o Museu do Brincar possa reabrir temporariamente no espaço do Mercado Municipal. Depois será movido para o Palacete Visconde de Valdemouro, que deverá estar pronto dentro de dois anos”, revelou.
O Palacete Visconde de Valdemouro está a ser alvo de obras de requalificação e ampliação, cujo investimento ronda os 4,2 milhões de euros.
De acordo com o autarca de Vagos, estas obras preveem a criação de um espaço museológico para dedicar ao Museu do Brincar, um depósito para peças não expostas e um espaço polivalente para exposições e outros eventos culturais.
Contempla ainda um auditório com capacidade para 360 lugares.
Silvério Regalado realçou a importância do Museu do Brincar, com cerca de dez anos de existência, e muito visitado por crianças de escolas de todo país.
“Chegou a contar com 25 mil visitantes anuais antes da covid-19”, acrescentou.
Recentemente o Município de Vagos adquiriu “todo o espólio do Museu do Brincar”, que se encontra atualmente a ser “registado e avaliado”.
“São pelo menos 12.500 peças que adquirimos por 265 mil euros. O primeiro lote de peças será entregue durante o mês de abril”, informou.
Este espólio era pertença de Ana Maria Rodrigues de Barros e do seu marido Joaquim Carlos Pereira da Rocha, que foram colecionando brinquedos ao longo de 30 anos.
As peças são provenientes de vários pontos do território nacional, bem como de países como a Espanha, Brasil, EUA, Sri Lanka, África do Sul, Angola, Austrália, Burkina Faso, México, Tailândia ou Japão.
À Lusa, o autarca esclareceu que o protocolo celebrado com os dois particulares envolveu ainda o Grupo Cénico Arlequim, que “no futuro próximo dará o seu conhecimento técnico e especializado para ajudar a fazer a gestão de todo o espólio”.
“A gestão do Museu do Brincar será da Câmara, mas com aconselhamento e acompanhamento técnico da associação Arlequim, que nos últimos anos fazia a gestão do Museu do Brincar”, concluiu.











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