Aveiro

Paragem “fez bem” ao Arouca antes da receção à “equipa sensação” Gil Vicente

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O treinador do Arouca admitiu hoje que a paragem do campeonato “fez bem” e serviu para “corrigir” e “reestruturar” comportamentos antes da receção à “equipa sensação” da I Liga de futebol, o Gil Vicente, na 28.ª jornada.

“[A paragem] permitiu-nos trabalhar comportamentos que não estavam tão bons como gostaríamos, recalcar e repetir trabalhos que eram importantes. Para o Gil Vicente, não me parece que tenha sido má, porque são das equipas que menos mexe no seu ‘onze’. Quando se compete regularmente, os índices de concentração e ansiedade estão sempre presentes, uma paragem ajuda a libertar isso e a recarregar baterias”, explicou Armando Evangelista.

A formação da Serra da Freita não conhece o sabor da vitória há cinco jornadas e perdeu sete dos últimos oito jogos em casa, enquanto os ‘gilistas’ não perdem há 12 jogos, desde a receção ao campeão nacional, Sporting, e, fora de portas, é preciso recuar até agosto para encontrar o último desaire, na visita ao Santa Clara, na quarta jornada.

“Sabemos o trabalho meritório do Ricardo Soares que o Gil Vicente tem vindo a fazer. É merecidamente a equipa sensação do campeonato. Vamos encontrar uma equipa motivada, com uma forma de jogar muito enraizada: o movimento do Fujimoto a criar superioridade num corredor e complica a organização defensiva do adversário, o Samuel Lino com uma capacidade de condução e desequilíbrio fantástica, muita coesão defensiva”, explanou.

No entanto, a lição está estudada e a “grande receita para este jogo” é conseguir “transportar” aquilo que tem sido a entrada nos jogos fora de portas para os jogos em casa, segundo o técnico arouquense.

“Isso, os índices de concentração no início do jogo, é fundamental. Controlar a ansiedade de chegar rápido ao golo com muita gente no último terço, ter uma entrada mais serena, comedida e segura, porque temos pontuado fora de casa”, indicou, referindo-se ao bom registo fora de portas nesta segunda volta, com oito pontos amealhados em cinco jogos.

Ao mesmo tempo, recusou a narrativa de que o “Arouca está fora dos objetivos traçados”, já que o alvo é a luta pela manutenção e a equipa acredita ter “todas as condições para se manter na I Liga”.

“Gostaríamos e poderíamos ter mais pontos, mas estamos fora da ‘linha de água’ e estamos dentro da luta que perspetivávamos para esta altura da época. Prefiro olhar para o copo meio cheio do que meio vazio”, apontou.

No entanto, as contrariedades sucedem-se e, já depois de perder Eboué Kouassi até ao final da época – um elemento fulcral no meio-campo –, o Arouca não vai poder contar com outro dos ‘esteios’ no ‘miolo’ para o próximo jogo, já que Pedro Moreira não recuperou a tempo do traumatismo no joelho que sofreu na última jornada.

“É oportunidade para outros. Em termos de equilíbrio e entrosamento havia um meio campo que estava identificado, mas esta paragem foi também benéfica para o restruturar e identificar os jogadores para a exigência de jogar naquela posição. Temos outras opções, um meio campo com uma estrutura diferente. Não é melhor, nem pior, é diferente, e esta forma que vamos apresentar também tem pontos positivos”, asseverou.

O Arouca, 15.º classificado, com 23 pontos, recebe este sábado o Gil Vicente, quinto classificado, com 46, numa partida agendada para as 18:00, com arbitragem de Fábio Veríssimo, da Associação de Futebol de Leiria.

Notícias do Centro | Lusa

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