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Movimento de Utentes de Coimbra queixa-se da falta de condições em centro de saúde

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O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Coimbra denunciou terça-feira que os profissionais de alguns centros de saúde da cidade, em particular o do bairro Norton de Matos, estão a trabalhar com temperaturas inaceitáveis e perigosas.

“As equipas estão a trabalhar diariamente [em gabinetes] com temperaturas que rondam os 30 °C ou mais, o que não só compromete a saúde e o bem-estar dos profissionais, como afeta negativamente a qualidade do serviço prestado à população”, afirmou o movimento esta tarde, em comunicado.

Para o MUSP, estas condições “são inaceitáveis e colocam em risco tanto os profissionais como os utentes”.

No comunicado, o movimento recordou que, já no inverno, tinham sido apresentadas queixas devido ao frio, tendo a resposta consistido no “ridículo envio de casacos polares — solução claramente insuficiente para um problema estrutural”.

“Agora, perante o problema oposto, continuam à espera de medidas concretas e de uma resposta adequada por parte dos responsáveis, pelo que exigimos rapidamente a instalação de sistemas de climatização adequados nos gabinetes”.

O MUSP defendeu ainda uma avaliação técnica das condições térmicas nos centros de Saúde e a implementação de medidas permanentes que garantam condições dignas de trabalho durante todo o ano.

O movimento especificou ainda que as obras previstas pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra para o Centro de Saúde Norton de Matos não beneficia as atuais instalações, que vão continuar a comportar quatro Unidades de Saúde Familiar.

Em resposta à agência Lusa, a ULS de Coimbra reconheceu que aquela unidade “não reúne as condições necessárias para garantir o conforto e segurança de quem ali trabalha e de quem recorre aos seus serviços”.

“Trata-se de um problema estrutural, há muito identificado, que tem vindo a ser sinalizado por diversas entidades e que exige uma intervenção de fundo”, referiu aquela estrutura, salientando que está prevista uma requalificação do edifício, sob responsabilidade da Câmara de Coimbra, no âmbito do plano de investimentos para a modernização dos cuidados de saúde primários.

A ULS de Coimbra adiantou que tem mantido um diálogo próximo com a autarquia, acompanhando este processo e “procurando, sempre que possível, soluções transitórias que mitiguem os impactos das condições atuais”.

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