Coimbra

Festival das Artes QuebraJazz de Coimbra propõe 28 momentos culturais em mês e meio

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O conceito do contraponto inspirou a programação do Festival das Artes QuebraJazz que, ao longo de mês e meio, propõe 28 momentos culturais, a decorrer maioritariamente na Quinta das Lágrimas e Escadas do Quebra Costas, revelou hoje a organização.

“Neste ano de 2026, deixamo-nos guiar pelo conceito do contraponto. Inspirados pela essência da composição musical, propomos nesta edição um diálogo vivo entre opostos: som e o gesto, o nacional e o internacional, o rigor da estrutura e a entrega total da improvisação planeada”, destacou o diretor do festival, Miguel Lima.

O Festival das Artes QuebraJazz realiza a sua 17.ª edição, na cidade de Coimbra, de 12 de julho a 29 de agosto, sob o tema “Contraponto”.

Ao todo estão programados 28 momentos culturais, 13 deles de entrada gratuita, a decorrer no anfiteatro ao ar livre Colina de Camões, nos jardins da Quinta das Lágrimas, e nas Escadas Quebra Costas, no centro da cidade de Coimbra.

O festival propõe ainda uma vasta programação complementar, com encontros gastronómicos, filmes, exposições, conversas e serviço educativo, que terão lugar em vários espaços da cidade.

Durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, que decorreu no Palácio do Hotel Quinta das Lágrimas, Miguel Lima revelou que a programação sofreu um corte na ordem dos 30%, representando um investimento total de 180 mil euros.

A abertura da 17.ª edição do Festival das Artes QuebraJazz acontece a 12 de julho, no Convento São Francisco, com o espetáculo de bailado “Os Maias”, pela Companhia Nacional de Bailado, numa criação coreográfica de Fernando Duarte.

A 14 de julho, no anfiteatro Colina de Camões, nos jardins da Quinta das Lágrimas, é apresentado a estreia absoluta do concerto “Contraponto”, pelo Quinteto Jeffery Davis.

Segue-se a conferência “As Portas da Esperança” sobre o poder transformador da arte nas prisões, com a presença da ministra da Justiça, Rita Júdice, que irá apresentar um projeto que consistiu na realização de duas residências artísticas nas prisões.

Na noite de 15 de julho destaque para o Quarteto Tchalik, enquanto a 17 de julho, Bianca Gismonti & Manuel de Oliveira sobem ao palco com um ensemble de cordas e sopros, numa estreia nacional, onde a viola braguesa e o piano constroem uma linguagem comum.

No fim de semana terá lugar um concerto gratuito no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, pela Orquestra de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra com a direção musical de Rui Lúcio, enquanto à noite será exibido em versão masterizada “Gato Preto, Gato Branco”, um filme de Emir Kusturica.

A 19 de julho está programado um recital de ópera confiado à Opera for Peace – Leading Young Voices of the World, subindo ao palco no dia seguinte Tomás Wallenstein (dos Capitão Fausto), para um concerto a solo.

O pianista francês David Fray apresenta a 21 de julho uma viagem musical centrada em Bach e estendida a Rameau, Scarlatti, Royer e Wagner, ficando o palco reservado, no dia 22, para a Orquestra Gulbenkian.

A partir de 31 de julho e até ao final do mês de agosto, às sextas e sábados, as Escadas do Quebra Costas acolhem concertos de jazz gratuitos: KiMiKus (31 de julho e 01 de agosto), João Freitas convida Luís Cunha (07 e 08 de agosto), Kintsugi (21 e 22 de agosto) e Funky Remedy Five (28 e 29 de agosto).

“Vão ser dez dias intensos e depois cinco fins de semanas de música. Quando digo intensos é porque começamos de manhã e acabamos à noite, com conferências a acabarem à meia-noite e a programação a começar às 10 da manhã”, concluiu a arquiteta paisagista Cristina Castel-Branco.

Notícias do Centro | Lusa

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