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Governo realça na Lousã importância da prevenção de fogos para alcançar metas ambientais

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O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, acompanhado por elementos do ICNF durante a visita a um campo de limpeza de terrenos no Perímetro Florestal de Góis no âmbito da apresentação dos projetos realizados no âmbito da gestão do fogo rural, Góis, 27 de abril de 2022. PAULO NOVAIS/LUSA

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, realçou hoje que Portugal só atingirá as metas ambientais que traçou caso consiga reduzir o número de fogos rurais.

“Os fogos rurais têm um conjunto de efeitos muito negativos para toda a sociedade, desde dramas humanos às consequências económicas e sociais, mas também o papel muito prejudicial que têm do ponto de vista ambiental. Nós não vamos conseguir atingir as nossas metas ambientais se não conseguirmos diminuir o número de fogos rurais”, disse o ministro, que discursava numa sessão de apresentação do trabalho de prevenção desenvolvido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), na Lousã, distrito de Coimbra.

Duarte Cordeiro realçou o “papel central” do ICNF na estratégia nacional de prevenção de fogos, considerando que esse trabalho está diretamente relacionado com o sucesso coletivo quer na prevenção de incêndios quer no seu combate.

Para o ministro, é fundamental Portugal diminuir a sua área ardida e, por consequência, aumentar a sua capacidade florestal.

“Não podemos concentrar toda a atenção na diminuição das emissões de gases poluentes, mas também dar atenção à capacidade que o país tem como sumidouro [de carbono, onde a floresta assume uma especial preponderância]”, frisou.

Nesse sentido, Duarte Cordeiro considerou que quando se olha para uma árvore não se deve ter apenas em atenção o seu potencial económico, mas também a importância ambiental.

“A árvore é tronco, mas também é copa”, notou.

Para mostrar esse trabalho de prevenção, o ministro deslocou-se ao concelho de Góis e ao trabalho de cogestão que o ICNF faz juntamente com baldios locais de um vasto conjunto de terrenos.

No local, pôde ver trabalhos de limpeza de terrenos, criação de aceiros e uma encosta que tinha sido tratada recentemente com recurso a fogo controlado.

Em declarações aos jornalistas, o ministro destacou que o trabalho de prevenção que está a ser feito vai permitir “diminuir o impacto” de futuros incêndios.

No entanto, realçou que esse trabalho exige uma “atenção coletiva”, caso contrário não se vai registar os resultados esperados.

Antes, na Lousã, o vogal do ICNF Nuno Sequeira destacou que em 2021 houve um aumento de 75% na execução da rede primária e faixas de interrupção de combustível (7.336 hectares) face a 2021, registando-se também aumentos significativos na criação de mosaicos de gestão de combustível (16 mil hectares), área tratada com fogo controlado (3.942 hectares) e nos caminhos florestais (criados mais 4 mil quilómetros).

Notícias do Centro | Lusa

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