Coimbra

Câmara junta forças vivas de Coimbra para falar do futuro Campus da Justiça

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 A Câmara de Coimbra pretende juntar as forças vivas da cidade num evento no dia 20 para se abordar o futuro Campus da Justiça e garantir um “compromisso solene” das forças políticas quanto à sua construção.

No dia 20, no Convento São Francisco, é promovido o evento “Que rumo para a Justiça em Coimbra – O novo Campus da Justiça”, iniciativa que junta Câmara de Coimbra, Universidade de Coimbra (UC), Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra e o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF), foi hoje anunciado, em conferência de imprensa.

O evento terá um momento de manhã com debate e exposição de trabalhos do Departamento de Arquitetura (DArq) da UC, procurando refletir sobre soluções técnicas para o futuro Campus da Justiça de Coimbra, investimento há muito reclamado pela cidade, cujos atuais equipamentos judiciais se encontram espalhados e representam um custo ao Governo de cerca de 800 mil euros anuais em rendas.

Já na parte da tarde, o evento pretende envolver os candidatos das várias forças políticas que concorrem pelo círculo de Coimbra às legislativas de 10 de março.

“Queremos que saiam [do evento] compromissos solenes das diferentes forças políticas, que depois sejam traduzidos em atitudes práticas”, disse o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra, realçando que a cidade não pode continuar à espera de que a solução se materialize.

O autarca recordou que há uma resolução do Conselho de Ministros do Governo cessante, aprovada no verão de 2023, que prevê o investimento no novo campus, mas considerou que não é possível ficar tranquilo relativamente ao futuro do Palácio da Justiça de Coimbra.

Apesar de haver uma resolução, José Manuel Silva salientou que o município, desde então, não tem conhecimento de nenhuma iniciativa por parte do Governo para se desenvolver ou contratar um projeto para que o Campus da Justiça possa ser uma realidade.

Para o autarca, é altura de se intensificar o debate e colocá-lo na ordem do dia, envolvendo diferentes perspetivas, seja a arquitetónica, a científica ou a do direito e da justiça.

José Manuel Silva recordou que, recentemente, um aluno do Darq teve 20 valores com uma dissertação de mestrado que avaliava uma solução global para o Campus da Justiça, o que chamou a atenção da Câmara de Coimbra para tentar integrar e promover um debate arquitetónico e urbanístico sobre aquele futuro equipamento, que possa envolver e integrar as diferentes propostas que têm sido desenvolvidas no Darq.

“Esses trabalhos são inspiradores e demonstram que não há falta de soluções”, notou, defendendo que o Governo deveria aproveitar o próprio Plano de Recuperação e Resiliência para avançar de forma concreta com o futuro Campus da Justiça.

O reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, também presente na conferência, vincou que acompanha as preocupações e a necessidade de reflexão do município, salientando a necessidade de o futuro Campus da Justiça passar a ser uma realidade.

“Acho que estamos todos unidos em criar melhores condições para os tribunais em Coimbra. É essencial não só pela dispersão que existe agora, mas porque Coimbra tem todas as condições para acolher de forma digna e criteriosa todos os processos que envolvem o poder judicial”, disse, criticando aquilo que considerou ser um impasse inaceitável quanto ao futuro daquele equipamento.

Amílcar Falcão espera que o evento possa também indicar “possíveis soluções” para a cidade sair da situação em que se encontra “há muitos anos”.

Notícias do Centro | Lusa

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