Aveiro

Sever do Vouga com projeto para ser “capital da soldadura”

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A Câmara de Sever do Vouga vai lançar no próximo ano letivo o projeto “capital da soldadura”, para “afirmar o município como referência na formação profissional, alinhada com as necessidades do tecido industrial”.

“Queremos ser o motor do desenvolvimento económico de Sever do Vouga, disponibilizando um conjunto de respostas que resolvam o problema da falta de mão-de-obra qualificada”, justifica o presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga, Pedro Amadeu Lobo.

No contexto da região de Aveiro, o município de Sever do Vouga é o único com essa área de formação, sendo a iniciativa dinamizada pela autarquia, em conjunto com o Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga e a Escola Profissional de Aveiro (EPA).

A partir do próximo ano letivo vai ser ministrado o curso de qualificação profissional de nível 4, nos dois estabelecimentos de ensino do município, tendo em vista aperfeiçoar conhecimentos na área da soldadura para quem deseja exercer a atividade.

Segundo o autarca, o projeto visa valorizar “um curso profissional com tradição no concelho e procura colmatar o problema da escassez de mão-de-obra qualificada sentido, há muito, nas empresas”.

“Este é o primeiro passo para dentro de algum tempo não sermos apenas a capital da soldadura, mas a capital da metalomecânica, setor que se destaca entre nós”, afirma Pedro Amadeu Lobo.

Para o presidente da Câmara de Sever do Vouga, o sucesso do projeto dependerá “do trabalho em rede e do aproveitamento de sinergias”.

“É fundamental que haja uma concertação de esforços para promover aquilo que se faz bem no município em matéria de educação, formação e qualificação, mas depois, além dessa promoção, devem-se desenvolver ações concretas para que essa qualificação tenha efeitos junto do tecido empregador”, defende por seu turno o diretor pedagógico da EPA, Jorge de Almeida Castro.

A diretora do Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga, Maria do Rosário Tavares, diretora do Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga considera que a criação, há sete anos, do curso de técnico de soldadura foi “uma aposta ganha” no município.

“Vamos para o sétimo ano com a oferta deste curso profissional e, frequentemente, temos tido uma taxa de empregabilidade na ordem dos 100% que, apesar de tudo, não satisfaz todas as necessidades que as empresas nos apresentam”, explicou.

Notícias do Centro | Lusa

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