O terceiro dia do stand do Turismo do Centro na BTL começou com uma apresentação do mapa “Serras da Lousã e Açor – Aldeias do Xisto”. Realizado pela Adventure Maps Portugal, este mapa reúne características únicas, que o tornam muito útil para quem quer calcorrear os caminhos desta região.
Como explicaram Bruno Ramos, coordenador da rede das Aldeias do Xisto, e Carlos Agostinho, da Adventure Maps Portugal, este mapa é realizado em colaboração com o Exército Português, tendo como base as cartas militares do Centro de Informação Geoespacial do Exército. Além disso, destacam-se por ter uma bússola incorporada e pelo facto de serem feitos com uma película anti-rasgo e resistente à água. O mapa é legendado em cinco idiomas: português, inglês, francês, espanhol e alemão.
O dia continuou com a apresentação do roteiro “À Descoberta do Turismo Industrial”, iniciativa do Turismo Centro de Portugal. Na introdução, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, destacou a importância do projeto, que se insere “numa matriz de valorização do património da região”.
Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, também presente nesta apresentação, sublinhou que a atividade turística no país tem primado pela criatividade e pela interdisciplinaridade. “Se queremos turistas durante todo o ano, é com produtos como o turismo industrial ou o turismo literário. O Centro de Portugal tem contribuído para a estruturação deste produto, que queremos valorizar”, disse.
O roteiro foi apresentado por Sílvia Ribau, chefe do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção do Turismo Centro de Portugal. O roteiro “À Descoberta do Turismo Industrial” percorre 45 destinos de turismo industrial na região Centro de Portugal. Trata-se de uma agenda com 20 aderentes, entre os quais 12 municípios, que é dirigida a grupos e famílias que queiram conhecer exemplos de turismo industrial na região, no fim de semana prolongado da Páscoa ou em férias. Entre os destinos estão museus ou fábricas, mas também inclui workshops. A agenda vai estar disponível no site do Turismo do Centro, em www.turismodocentro.pt.
A apresentação contou também com contributos de Nuno Brito, da CM Marinha Grande, que frisou a importância do turismo industrial, nomeadamente do vidro, para o concelho: “A Indústria acrescenta valor ao Turismo, mas o Turismo também acrescenta valor à Indústria”. Francisco Afonso, do projeto New Hand Lab, na Covilhã, falou também deste local, que aproveitou uma fábrica de lanifícios para a transformar num polo cultural.
Antes, Pedro Machado tinha também participado num workshop sobre Turismo Industrial, com outros protagonistas do tema.
Depois de uma degustação de produtos regionais de Alvaiázere, a manhã terminou com a apresentação de duas rotas por terras do Côa. O primeiro é a “Viagem do Elefante – Rota Turística Literária”. Como o nome indica, trata-se de uma rota que recria o percurso seguido pelo livro “Viagem do Elefante”, de José Saramago. Como contou Dulcineia Moura, da Territórios do Côa, “os turistas chegavam ao território com o livro e seguiam esse percurso, o que nos inspirou a criar a rota”. Com o apoio da Fundação José Saramago, esta rota envolve várias parcerias e tem uma forte componente digital.
A segunda rota apresentada foi a Grande Rota do Vale do Côa, que atravessa territórios de cinco municípios, desde a nascente, no Sabugal, até à foz do rio, em Vila Nova de Foz Côa. No total, são 200 km de percurso.













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