O cinema vai ser uma das apostas da programação do quarto trimestre do Teatro Aveirense (TA), que foi hoje apresentada ainda sem o cunho pessoal da nova diretora e programadora da maior sala de espetáculos de Aveiro.
Durante a conferência de imprensa para apresentar a programação do TA para os próximos quatro meses, Leonor Barata disse que o cinema vai ter a sua presença reforçada com dois festivais: a 19.ª edição da festa do cinema italiano (18 e 19 de maio) e uma extensão da 30.ª edição do Avanca Film Fest (de 27 e 30 julho).
“O cinema é uma aposta muito forte. Temos tido uma boa receção por parte do público que vem e nós, como Teatro, o que queremos é ter sempre a casa cheia”, disse a nova programadora.
Neste período sobem também ao palco do TA várias estruturas nacionais, destacando-se a presença da Companhia Nacional de Bailado com o programa “Only Duets” (03 de junho), a criação coreográfica “hOLD” de São Castro e Teresa Alves, que reflete sobre o envelhecimento através da dança (26 de junho) e “Território IX”, projeto dos Estúdios Victor Córdon, dedicado a jovens intérpretes, provenientes de escolas de dança de todo o país (25 de julho).
Outro dos destaques vai para a peça “Falsas Histórias Verdadeiras: Uma Pina Colagem”, a nova criação de Victor Hugo Pontes que marca o regresso do Teatro Nacional São João a Aveiro, num projeto com música de A Garota Não (15 e 16 de maio).
De 15 a 19 de julho, o Festival dos Canais regressa às ruas da cidade para a sua 11.ª edição, com uma programação que ainda está a ser fechada e que será lançada mais tarde numa conferência de imprensa própria.
Ao nível da produção local, estão previstas cinco estreias: “Nós”, um novo projeto do Palco Central que une o samba e o fado, “A Morte do Diabo”, fragmentos de uma opereta de Eça de Queirós pela Banda Amizade (30 maio), o projeto multidisciplinar “18 Pontos”, de Andreia Ribeiro da Silva (12 e 13 de junho), “As Filhas do Limo ou o Concelho das Águas”, um espetáculo comunitário com direção artística da companhia João Garcia Miguel (20 e 21 junho), e o projeto de arte comunitária “Cantar-o-Lar” (28 junho).
Apesar de ter apresentado a programação do TA para o quatro trimestre, Leonor Barata explicou que foi tudo preparado pelo anterior diretor, José Pina, a quem agradeceu o trabalho desenvolvido ao longo destes anos em prol da cultura e do desenvolvimento cultural do território.
A nova diretora e programadora do TA disse que só será possível ver o seu cunho pessoal a partir de 2027, adiantando que o seu antecessor deixou a programação fechada até ao final de 2026, com algumas datas ainda disponíveis, para poder responder às solicitações que o teatro vai tendo.
Leonor Barata resumiu as grandes prioridades em três linhas de ação: a diversidade das propostas artísticas, no sentido de abarcar o maior número de público possível e que chega às diversas faixas etárias, manter a ligação com a rede de teatros que permite a circulação dos vários projetos de relevo em termos nacionais, e a ligação aos agentes culturais locais, no sentido de permitir que o TA seja um espaço de criação e de promoção também do seu trabalho.
Na mesma ocasião, o presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto, referiu que tem estado a recolher informação sobre as taxas de participação do público e da adesão aos vários espetáculos, para confrontar estes dados com o custo desse mesmo espetáculo, defendendo que “todas estas manifestações artísticas têm que ter público”.
“Estamos a fazer esse balanço, em função daquilo que foi também a programação, nomeadamente a que ficou concluída em 2025, e agora já em 2026, e esse critério também tem que informar as excelentes ideias que a nossa programadora vai ter”, disse o autarca, que tem a seu cargo o pelouro da Cultura.











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