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PS vai pedir esclarecimentos sobre qualidade do ar no concelho de Estarreja

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A concelhia do PS de Estarreja anunciou hoje que vai questionar as “entidades competentes” sobre a qualidade do ar naquele concelho do distrito de Aveiro, após uma fuga de PVC (policloreto de vinilo) na CIRES ocorrida na segunda-feira.

Em comunicado, o PS/Estarreja estranha o facto de a Estação de Monitorização de Ar da Teixugueira não ter assinalado nenhuma emissão para a atmosfera no período em que a CIRES diz que ocorreu o fenómeno.

No entanto, segundo os socialistas, no dia anterior, entre as 09:00 e as 12:00, foi assinalada a presença no ar de partículas PM 2,5 (as mais perigosas para a saúde pública) “no vermelho”, correspondendo a ar “não saudável”.

“Tudo isto levanta sérias questões”, refere o PS, questionando: “O que aconteceu no domingo entre as 09:00 e as 12:00, quando a estação de medição assinalou ar não saudável?”.

O PS refere ainda que a libertação de partículas de PVC ocorrida na empresa que labora no Complexo Químico de Estarreja “espalhou bolinhas brancas, muito pequenas, que cobriram superfícies de veículos automóveis, estacionados no centro de Estarreja ou nas imediações da empresa”.

“PVC é plástico. Espalhar plástico no ambiente, como é do conhecimento geral, é altamente poluente. Os plásticos são uma preocupação ambiental crescente, porque se transformam em microplásticos que não são biodegradáveis, acumulando-se no organismo de seres vivos, incluindo humanos, onde, segundo estudos recentes, estão a ser detetados em locais recônditos dos pulmões, por exemplo”, lembram os socialistas.

Na segunda-feira, a CIRES informou a Câmara de Estarreja de uma ocorrência sucedida na manhã desse dia, nomeadamente a libertação não programada para a atmosfera de partículas de PVC, em contexto de rearranque das instalações, após paragem por falta de matéria-prima.

Citado na mesma nota, o diretor geral da CIRES, Pedro Gonçalves, esclareceu que se tratou “de uma emissão de um produto não perigoso, constituído por partículas de cor branca quimicamente inertes” e que não requer “qualquer cuidado especial”.

De acordo com a informação prestada pela empresa, após uma situação excecional de paragem desta instalação e em contexto de arranque, a instrumentação existente no processo e que faz a deteção em contínuo de eventuais emissões alarmou, indicando que estava a ocorrer uma situação de libertação para a atmosfera duma quantidade de produto que na altura não foi possível quantificar.

A empresa decidiu parar a instalação de secagem (cerca das 06:50 do dia 02 de maio) e abortar a operação em curso. A operação de arranque desta instalação foi posteriormente retomada tendo decorrido sem problemas, encontrando-se a laborar em operação normal desde as 08:50 do dia 02 de maio.

“O tratamento da ocorrência, com investigação das causas e respetivas correções para evitar recorrências, seguirá o procedimento interno da CIRES. De acordo com a prática instituída, todo o processo será obrigatoriamente alvo de verificação pelas autoridades competentes”, conclui a mesma nota.

Notícias do Centro | Lusa

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