Aveiro

Incêndio em prédio na Feira desaloja 5 famílias. Câmara garante habitação se necessário

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A Câmara de Santa Maria da Feira disse hoje que tem soluções disponíveis para as cinco famílias desalojadas hoje de madrugada devido a um incêndio em Escapães, mas só saberá quantos alojamentos serão necessários após a remoção de escombros.

A informação foi dada à Lusa por Vítor Marques, vereador da Proteção Civil nessa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, onde o fogo deflagrou numa loja de produtos em liquidação, na Estrada Nacional 1, alastrou aos apartamentos na parte superior do prédio e obrigou à retirada de 15 pessoas.

“A primeira vistoria indica que não há condições de segurança no momento para as famílias lá ficarem. A companhia de seguros vai entretanto remover os escombros existentes dentro da loja e dos apartamentos, para uma segunda avaliação, e então é que se vai saber se passa a haver segurança para as famílias poderem voltar às suas residências ou se há necessidade de alguma intervenção em termos técnicos de construção”, disse o autarca social-democrata.

Contudo, Vítor Marques garantiu que a autarquia tem “sempre disponíveis algumas habitações de emergência e também há a possibilidade de alojar estas famílias em unidades hoteleiras”, porque a câmara tem protocolos com algumas “precisamente para esse efeito”.

Caso a opção técnica seja pelo regresso aos apartamentos, a autarquia também poderá “ajudar no que for necessário para as famílias poderem regressar a essas habitações” com garantia de condições adequadas.

O incêndio em causa começou por volta das 00:30 no rés do chão ou cave do referido prédio de Escapães, onde se situam os espaços afetos ao estabelecimento comercial, e alastrou depois a quatro pisos acima da loja e ainda dois abaixo dessa.

“O apartamento da parte mais complicada felizmente estava desabitado”, contou Vítor Marques. “Nos outros viviam cerca de 15 residentes, num total de cinco agregados familiares”, acrescentou.

Durante a madrugada, as operações de combate ao fogo envolveram cerca de 60 de operacionais dos Bombeiros Voluntários de Arrifana, apoiados por 17 veículos.

A Polícia Judiciária também esteve no local, com a sua brigada de investigação de incêndios, assim como três profissionais do Departamento de Desenvolvimento Social, Habitação e Saúde da autarquia, para, segundo o vereador, avaliar “de que tipo de apoio as pessoas desalojadas precisam ou se têm retaguarda familiar” para as acolher enquanto decorrerem os trabalhos de recuperação.

Notícias do Centro | Lusa

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