A Câmara de Estarreja informou hoje que o Gabinete de Apoio ao Emigrante está a agilizar contactos com as entidades consulares e com as comunidades portuguesas na Venezuela.
Em comunicado, a autarquia, que tem uma significativa comunidade emigrada na Venezuela, informa que aquele gabinete “se encontra disponível para prestar todo o apoio possível, contribuindo para agilizar contatos com as entidades consulares e com as estruturas representativas das comunidades portuguesas, assegurando um acompanhamento próximo e eficaz de eventuais situações que venham a ser sinalizadas”.
Segundo revela, a presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto, estabeleceu contacto com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
Ao membro do Governo manifestou estar o município ”disponível para prestar todo o apoio às populações afetadas, mobilizando a comunidade para eventuais campanhas solidárias, de acordo com as necessidades identificadas, ou de outras formas”.
No comunicado, a Câmara de Estarreja “expressa solidariedade com o povo venezuelano e com a Comunidade Portuguesa na Venezuela”.
“O município de Estarreja manifesta a sua profunda solidariedade para com o povo venezuelano, na sequência dos sismos ocorridos esta semana, que afetaram diversas comunidades e provocaram apreensão, danos e perturbações significativas no quotidiano das populações”, refere o texto.
A autarquia “expressa igualmente especial preocupação e proximidade para com as centenas de milhares de emigrantes portugueses residentes na Venezuela, que mantêm uma ligação histórica, cultural e afetiva” a Portugal.
De forma particular, o município de Estarreja “dirige uma palavra de apoio aos emigrantes estarrejenses que vivem naquele território, bem como a todos aqueles que, após anos de vida e trabalho na Venezuela, regressaram a Estarreja”.
“A estes nossos conterrâneos, reafirmamos o nosso reconhecimento, solidariedade e permanente disponibilidade para acompanhar as suas necessidades”, sublinha Isabel Simões Pinto.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 589 mortos e 2.980 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos nove portugueses e luso-descendentes.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.













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