A emblemática fábrica MAB – Manuel Alves Barata, localizada no Coentral Grande, Castanheira de Pera, voltou a abrir portas, no dia 23 de fevereiro, para um registo documental dedicado à história do fabrico de meias, peúgas e luvas de lã.
O registo insere-se no projeto para a criação do Plano de Valorização do Património Industrial de Castanheira de Pera, empreendido pelo Município de Castanheira de Pera, em colaboração do grupo HTC – História, Territórios e Comunidades, liderado pela professora e investigadora (Universidade Nova de Lisboa) e antiga Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (2015-2018), Fernanda Rollo.
Da equipa de historiadores fazem parte a museóloga Maria da Luz Sampaio (Universidade de Évora), a investigadores Susana Domingues (Universidade Nova de Lisboa) e a arqueóloga Conceição Lopes (Universidade de Coimbra).
Pretende-se com este plano fazer o levantamento do património industrial existente no concelho, com vista à sua valorização, divulgação e eventual classificação.
A par da história da indústria de lanifícios, o fabrico de malhas têxteis de lã (barretes, meias, peúgas e luvas) é também um elemento potencialmente diferenciador de Castanheira de Pera, relativamente a outros centros laneiros, de interesse para os domínios científicos da história e da arqueologia industrial.
Além da vontade, tornada pública pelo Executivo Municipal, de avançar com a criação do Museu do Barrete, a partir da reabilitação do edificado e da maquinaria centenária de valor inestimável existente na antiga Fábrica das Sarnadas (propriedade municipal), a visita do grupo às instalações da MAB – Manuel Alves Barata despertou especial interesse pela dimensão da fábrica e pela diversidade e relativo bom estado de conservação da maquinaria.











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