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Câmara da Guarda aprova regresso das Festas da Cidade

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A Guarda vai voltar a ter Festas da Cidade, que vão decorrer de 27 de julho a 02 de agosto, pela primeira vez no Parque Urbano do Rio Diz, e vão custar cerca de 215 mil euros ao município.  

O evento não era organizado desde 2023 e terá este ano como cabeças de cartaz os Calema, Nuno Ribeiro, Chico da Tina, Wet Bed Gang, Mundo Segundo & Sam The Kid, bem como diversos DJ’s e bandas locais.

O regresso das Festas da Cidade foi hoje aprovado por maioria, com a abstenção do vereador João Prata, da coligação PSD/CDS/IL, na reunião quinzenal do executivo da Câmara da Guarda.

“As festas da Cidade estão de regresso à Guarda e vão decorrer no Parque Urbano do Rio Diz, numa área que será vedada para permitir a cobrança de bilhetes a um preço simbólico. A verba cobrada servirá para ajudar a suportar parte significativa dos custos associados à sua organização”, disse Sérgio Costa, presidente da autarquia, aos jornalistas no final da reunião.

O autarca lembrou não existir na cidade um recinto fechado, não sendo também possível vedar os espaços onde anteriormente se realizaram as Festas da Cidade, no largo do mercado municipal e na Praça Luís de Camões, no centro da Guarda.

Sérgio Costa justificou também que o parque municipal da cidade não foi uma opção por motivos económicos.

“Não vamos destruir o parque da cidade, que custou muito dinheiro à cidade em fundos comunitários. Se vamos ali colocar camiões de material, partimos aquilo tudo… Já basta o vandalismo de pessoas que andam por aí mal-intencionadas. Ora, na zona ervada do Parque Urbano do Rio Diz é muito mais fácil e os custos já são reduzidíssimos, daí ter sido essa a opção”, afirmou.

António Monteirinho, vereador do PS, votou favoravelmente a proposta e congratulou-se com o regresso das Festas da Cidade, mas considerou que o Parque Urbano do Rio Diz não é o local mais adequado

“O Parque Urbano do Rio Diz é um espaço multifacetado, que consegue albergar todo o tipo de eventos, mas não nos parece o mais adequado para receber as Festas da Cidade”, disse.

O socialista voltou a lembrar a falta que faz um pavilhão multiusos na Guarda.

“A cidade deveria ter uma infraestrutura que pudesse acolher este tipo de eventos, essa era uma das prioridades da nossa candidatura à Câmara da Guarda nas últimas autárquicas e, se o PS tivesse ganho as eleições, já teria dado passos significativos para encontrar uma infraestrutura do género”.

João Prata, da coligação PSD/CDS/IL, considerou “uma boa notícia” o regresso das Festas da Cidade, mas acrescentou que se absteve na votação da proposta devido ao recurso do ajuste direto para contratar os artistas e equipamentos necessários ao evento.

“Deveria ter havido um procedimento diferenciado para a contratação de artistas e para a parte técnica, de adereços, som e luminotecnia, que poderia ser contratada através de um conjunto de procedimentos parcelares para que as empresas locais, por exemplo, pudessem concorrer”, declarou o social-democrata.

Promovidas pela última vez em 2023, após 14 anos de interrupção, as Festas da Cidade foram um dos compromissos eleitorais da coligação PG/Nós, Cidadão!/PPM, liderada pelo atual presidente da autarquia, Sérgio Costa.

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