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Em Aveiro Manuel Heitor defende maior transferência de conhecimento da Ciência para a Economia

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, disse hoje que Portugal tem de aumentar a capacidade de transferir conhecimento da investigação científica para a economia.

Falando na abertura do II Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos (CoLAB), Manuel Heitor lembrou o ponto de partida do desenvolvimento da investigação científica e tecnológica no país, em especial o salto verificado nos últimos anos, apesar da crise financeira e económica que o antecedeu.

“A nossa tecnologia evoluiu como nunca antes tinha acontecido e nos últimos dois anos assistimos a um especial crescimento da nossa capacidade tecnológica e de exportação”, disse.

Segundo o membro do Governo, “o número de investigadores nas empresas cresceu 81% entre 2015 e 2020”, defendendo que até 2030 o país deve triplicar a sua investigação científica.

“Acho que devemos estar orgulhosos com estes resultados, mas temos que ser críticos em relação ao que ainda não somos capazes de atingir, e temos de aumentar o número de investigadores no tecido económico e a nossa capacidade de transferir conhecimento entre a investigação e a economia”, declarou.

O II Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos (CoLAB) decorre durante dois dias na Universidade de Aveiro, organizado pela Agência Nacional de Inovação (ANI) em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), para refletir acerca do trabalho desenvolvido pelos 35 CoLAB reconhecidos, e fomentar o diálogo com as empresas associadas e peritos para reforçar as redes colaborativas com o tecido empresarial a nível local, regional, nacional e internacional.

Segundo dados da ANI, “o financiamento proveniente de vendas e prestação de serviços dos CoLAB aumentou mais de 200% entre 2019 e 2020 e os laboratórios colaborativos contribuíram para a criação direta de 562 empregos altamente qualificados”.

Atualmente, existem em Portugal 35 Laboratórios Colaborativos (CoLAB) reconhecidos em áreas como Saúde, Energia e Sustentabilidade, Transformação Digital e Agroalimentar.

Estão distribuídos por todo o território nacional e agregam 299 entidades parceiras, nomeadamente PME, grandes empresas, instituições de ensino superior e centros de investigação.

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