O presidente do Governo da Madeira disse hoje ter conhecimento da morte de pelo menos dois cidadãos lusodescendentes com ligações à região autónoma, na sequência dos sismos na Venezuela.
Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita à Festa da Sidra, no Funchal, Miguel Albuquerque salientou que “a situação é muito complicada e muito grave”.
O governante indicou que os números e as informações ainda são escassas, mas assegurou ter conhecimento, através de contactos pessoais efetuados, “de pelo menos dois lusodescendentes que perderam a vida”.
Sobre os desaparecidos, disse haver muitos, apontando, porém, que neste momento as operações passam por resgatar as pessoas que estão nos escombros, não sendo possível contabilizar o número de desaparecidos da comunidade madeirense no país.
Miguel Albuquerque adiantou que a secretária regional da Proteção Civil, Micaela Freitas, falou com o secretário de Estado com a tutela e disponibilizou-se para integrar as equipas que vão fazer as operações de resgate nos próximos dias.
Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo o balanço oficial provisório.
Segundo o Governo português, um português morreu na sequência destes sismos. A vítima, do sexo masculino, foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por morrer a caminho do hospital.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português já tinha anunciado que pelo menos cinco portugueses, quatro dos quais de uma família, estavam desaparecidos na sequência destes sismos.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.
Mais de 80% da comunidade é originária da Região Autónoma da Madeira, mas também há portugueses do norte de Portugal continental, principalmente de Aveiro, e em menor quantidade das ilhas dos Açores, segundo dados oficiais.













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