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Presidente da República diz que dá voz a quem geralmente só tem voz quando há tragédia 

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Populares junto a habitações destruídas pelo vento causado pela depressão Kristin, em Pedrógão Grande, 30 de janeiro de 2026. A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados. PAULO NOVAIS/LUSA

O Presidente da República, António José Seguro, assumiu que o almoço de hoje com agricultores do Baixo Mondego tem “um significado muito profundo”, por dar voz a quem geralmente só a tem quando há uma tragédia.

“Este ponto da Presidência Aberta, que está a decorrer durante esta semana, tem um significado muito profundo, que é o de dar voz a quem geralmente só tem voz quando há tragédia e, quando essa tragédia desaparece da agenda mediática, deixam de ter voz. Ora, o vosso Presidente da República está aqui para vos dar voz”, evidenciou.

Antes de um almoço com agricultores do Baixo Mondego, dos concelhos de Soure, Montemor-o-Velho, Coimbra e Figueira da Foz, que decorreu em Vila Nova de Anços (concelho de Soure), o chefe de Estado disse estar à disposição para ouvir reivindicações e propostas.

“Não termino sem dizer ao senhor presidente da Câmara [de Soure], que sou um fervoroso defensor da coordenação, da articulação e que todas as entidades que são, no fundo, destinatárias dessas mesmas decisões, devem trabalhar em conjunto para que essas decisões sejam tomadas no tempo certo, na altura certa, com o bom senso que isso exige”, referiu.

Momentos antes, o autarca de Soure, Rui Fernandes, recordou que a articulação durante o mau tempo, bem como o bom senso e conhecimento da realidade, ajudaram a minorar a catástrofe na região.

Para António José Seguro, este é um bom exemplo a ter em conta, “de modo a que as palavras correspondam aos atos e os atos também correspondam às palavras”.

Além do autarca de Soure, o almoço contou ainda com a presença dos presidentes das Câmaras de Coimbra e Montemor-o-Velho, Ana Abrunhosa e José Veríssimo, bem como do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

Albano Moreira da Silva, dos Viveiros Moreira da Silva, localizados no concelho de Coimbra, aproveitou a presença do Presidente da República para lhe dar conta das dificuldades e prejuízos causadas pelo mau tempo, que lhe arrasou mais de 400 mil plantas.

Ao seu lado tinha o ministro da Agricultura, que a pedido do Presidente da República, pormenorizou alguns dos apoios que tinha a sua disposição, bem como onde o empresário poderia dirigir-se.

“Tem aqui caminhos e tem aqui portas. É uma questão de estar atento e de ver se consegue proteger”, aconselhou Seguro.

Ainda durante a manhã do terceiro dia da Presidência Aberta, o Chefe do Estado visitou o Lar da Associação Cultural Recreativa e Social de Samuel, também no concelho de Soure, que durante o mau tempo manteve a sua atividade normal, por estar equipado com gerador e depósito de água.

“É um bom exemplo que tem de ser replicado em todas as IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e unidades com pessoas em situação em vulnerabilidade”,

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