O presidente da Câmara de Aveiro lamentou hoje a especulação em torno das tecnologias relativas à transição energética, dando como exemplo o carregamento do novo ‘ferryboat’ elétrico, cujo valor orçamental quadruplicou em três anos.
Ribau Esteves, que falava na reunião pública da Câmara de Aveiro referiu-se ao sistema de carregamento para o novo ferryboat elétrico que fará a ligação entre São Jacinto e o Forte da Barra.
“Para além dos custos normais destas tecnologias que são altos, está a acontecer uma especulação financeira brutal nesta tipologia de operações ligadas à introdução do modo elétrico e, desde o orçamento base do sistema de carregamento, que tivemos há três anos, até à última versão os custos quadruplicaram”, relatou.
“Nem tudo é pandemia, nem tudo é guerra, e há uma parte do disparo dos custos que está a acontecer que é especulação do mercado”, acrescentou.
O autarca fez o comentário após dar conhecimento ao executivo do Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Administrativo (STA) que negou o provimento ao recurso apresentado pelos Estaleiros Navais de Peniche, que solicitava que fosse anulada a decisão de adjudicação do concurso para a construção da embarcação.
O projeto de execução e a construção de um novo Ferryboat Elétrico foi adjudicado ao agrupamento de empresas constituído pela NAVALTAGUS – Reparação e Construção Naval, S.A. e NAVALROCHA – Sociedade de Construção e Reparação Navais, S.A., num investimento da Câmara Municipal de Aveiro de 6.393.540 euros.
Segundo Ribau Esteves, que espera que o ferry fique pronto até 2023, o Acórdão veio confirmar a validade e legalidade de todos os atos praticados pela Câmara Municipal de Aveiro (CMA) no processo”.
O novo ‘ferryboat’, a operar nas travessias entre o Forte da Barra e São Jacinto, vai acabar com a emissão de 300 toneladas de CO2 pelo atual ‘ferry’ e reduzir em cerca de 30% o consumo energético.













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