A Metro Mondego quer acionar a opção de compra de mais cinco autocarros prevista no contrato, face ao aumento de procura acima das estimativas quando o sistema ainda não está em pleno, afirmou hoje o presidente da entidade.
“Perante este crescimento, havia uma opção de compra de mais cinco veículos [além dos 35 já adquiridos] e nós estamos já a trabalhar com a tutela, porque temos de fazer essa compra até agosto, para exercer a opção de compra”, disse à agência Lusa Leonel Serra, que assumiu o cargo há cerca de dois meses.
A opção de compra surge depois de o ‘metrobus’ (autocarro a circular em via dedicada) já ter registado um milhão de validações nos primeiros quatro meses de operação comercial, num momento em que a rede, que serve Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, ainda não está completa na zona urbana da capital de distrito.
Segundo Leonel Serra, entre janeiro e 26 de maio, o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) registava uma procura 29% acima das estimativas para o troço em questão (que vai, de momento, até à Portagem), sendo que só em maio registaram-se validações 86% superiores acima daquilo que os estudos projetavam.
“Os números confirmam claramente que vai estar acima da procura [prevista] e, se está assim ao fim de cinco meses, quando isto estiver estabilizado ao fim de um ano ou dois, estou convencido que há de ser mais de 50% dos estudos de procura”, vincou Leonel Serra.
O avanço para a opção de compra de mais cinco autocarros surge não apenas pelos números que a operação do ‘metrobus’ tem registado, mas também pela importância de assegurar mais viaturas da mesma marca e série, que facilitam manutenção, formação de motoristas e peças.
Com muitos anos de experiência na CP, Leonel Serra recordou que ter material circulante de muitas séries diferentes cria “problemas”, desde “a homologação, a formação que era preciso dar aos maquinistas, as peças para manutenção e tudo isso são custos inerentes”.
“Já houve pedido [à tutela] e estamos a tratar da compra”, vincou o presidente da Metro Mondego.
Sobre os imóveis na posse da Metro Mondego, nomeadamente na zona da via Central, junto à Câmara de Coimbra, Leonel Serra afirmou que será alienado “todo aquele património”, nomeadamente o edifício ponte.
“O objetivo da Metro não é gerir imobiliário, é transportar pessoas. É esse o nosso foco”, vincou.
Sobre o edifício ponte, com vários espaços de escritórios, o presidente da Metro Mondego afirmou que a Câmara de Coimbra já manifestou interesse em ficar com o edifício.












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