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Guarda: Duas coligações e quatro partidos concorrem à Câmara

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Seis candidatos concorrem à presidência da Câmara da Guarda nas autárquicas de 12 de outubro, numa corrida na qual se estreia o Nós, Cidadãos! e o Partido Popular Monárquico (PPM) na coligação encabeçada pelo atual presidente da Câmara, Sérgio Costa.

Além do até agora independente, concorrem à presidência da Câmara da sede do distrito João Prata (Guarda com Ambição – PSD/CDS-PP/IL), António Monteirinho (PS), Luís Soares (Chega), José Pedro Branquinho (CDU) e Marina Brazete (ADN).

Sérgio Costa, de 49 anos, engenheiro mecânico, candidata-se a um segundo mandato, mas já não com o movimento independente Pela Guarda.

Desta vez, o antigo líder da concelhia do PSD, de que se desvinculou em 2021 em desacordo por o partido ter escolhido o autarca de então, Carlos Chaves Monteiro, lidera a coligação Pela Guarda – Nós, Cidadãos!/PPM, depois de falhadas as negociações para avançar com o apoio de partidos como o PSD, PS, Chega ou CDS.

Entre as suas propostas está a construção de um pavilhão multiusos e da cidade desportiva, avançar com a Praça da Liberdade no espaço atualmente ocupado pelo quartel da GNR, entre o Teatro Municipal e o Bairro do Bonfim, e preparar a candidatura do centro histórico da Guarda, depois de reabilitado, a Património Mundial da UNESCO.

Um dos seus principais adversários é o social-democrata João Prata, que lidera a coligação Guarda com Ambição – PSD/CDS-PP/IL, que vai tentar recuperar o município para a cor laranja.

Presidente de junta há 28 anos, sempre nas freguesias urbanas da Guarda, o candidato de 62 anos é um histórico do PSD que também já foi deputado na Assembleia da República em três legislaturas diferentes.

João Prata propõe a revitalização do centro histórico, a construção de um pavilhão multiusos e da CILOG, a Circular Logística da Guarda, a valorização do ‘cluster’ do ensino existente na cidade e lançar o programa InvestGuarda para captar investimento qualificado.

Também o socialista António Monteirinho, outro ex-deputado na Assembleia da República, pretende construir um pavilhão multiúsos e lançar o programa Habitação para todos destinado à recuperação de imóveis devolutos através de um fundo municipal.

O projeto Guarda Logística – Plataforma Transfronteiriça de Inovação e Exportação, apoiado no futuro Porto Seco, uma rede de transportes públicos ecológicos e um Museu da Magia no centro histórico são outras propostas do cabeça de lista do PS, de 55 anos, engenheiro mecânico.

Já a CDU – Coligação Democrática Unitária, que junta PCP e Os Verdes, candidata o sindicalista José Pedro Branquinho, de 60 anos, mas o principal objetivo é regressar à Assembleia Municipal, para a qual não conseguiram ser eleitos em 2021, o que aconteceu pela primeira vez.

Apoiar os agricultores e a produção local, ajudar as micro e pequenas empresas, melhorar a mobilidade e os serviços de saúde, e defender os serviços municipais, como o abastecimento de água, são algumas das ambições do candidato.

O Chega aposta em Luís Soares, de 70 anos, engenheiro civil, para capitalizar a votação das legislativas.

O atual deputado municipal candidata-se como independente e assume como uma das suas prioridades a implementação na Guarda de um ‘cluster’ da defesa, através de uma parceria com a Universidade de Telavive e empresas tecnológicas de Silicon Wadi, em Israel.

Por último, Marina Brazete, de 28 anos, candidata-se pelo ADN (Alternativa Democrática Nacional).

Fotógrafa profissional, defende a reabertura ao trânsito da Rua do Comércio, no centro da cidade, habitação para os jovens e um casino no Hotel Turismo, encerrado desde 2010.

O movimento independente Pela Guarda governa a Câmara com maioria relativa, tendo os mesmos três vereadores que o PSD, enquanto o PS tem um.

Em 2021, o movimento venceu com 36,2% dos votos, enquanto o PSD obteve 33,6%, o PS conseguiu 17,9% – o seu pior resultado de sempre na Guarda –, o Chega teve 2,69% e a CDU 1,3%.

A Assembleia Municipal também é presidida pelo Pela Guarda, que tem 16 deputados contra 15 do PSD, dez do PS, um do CDS, um do Chega e um do Bloco de Esquerda.

Notícias do Centro | Lusa

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