O educador social Eduardo Couto, de 22 anos, é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Santa Maria da Feira, revelou hoje o partido, que quer “virar a página” face ao “poder absoluto do PSD”.
Integrando atualmente a Assembleia de Freguesia de Fiães, também na referida autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, Eduardo Couto foi “o mais jovem do país a concorrer nas eleições autárquicas de 2021”, candidatou-se depois às legislativas de 2021 e 2024, e obteve agora a “unanimidade na assembleia-geral local de aderentes do BE”.
Pós-graduado pela Escola Superior de Educação do Porto, onde foi dirigente associativo e membro do conselho pedagógico, diz-se “ativista pela Escola Pública e membro fundador da [plataforma] Quarentena Académica”, sendo que, a nível profissional, é formador de adultos no Centro de Formação Profissional da Indústria da Fundição e trabalha na “Casa da Rua” da Santa Casa da Misericórdia do Porto, onde acompanha a comunidade sem-abrigo.
Para o BE, a escolha de Eduardo Couto reflete a intenção de “virar a página em Santa Maria da Feira” e proporciona “uma alternativa robusta ao poder absoluto do PSD, que governa ininterruptamente o concelho desde o 25 de Abril” e tem seguido “políticas falhadas” que, à base de “marketing e aparência”, conduziram “a enormes carências sociais, a serviços públicos fragilizados e à falta de estratégias ambientais eficazes”.
“O concelho continua a ser gerido através da política do remendo porque o atual executivo continua a ter como suas grandes apostas eleitorais o asfalto e o marketing, enquanto milhares de feirenses enfrentam dificuldades graves para terem acesso a uma casa digna, a um preço justo”, justifica o candidato.
Eduardo Couto quer, por isso, uma autarquia “que não beneficie interesses privados, como continua a acontecer com a concessão da água, que resulta numa das tarifas mais altas do país”.
O seu objetivo é implementar políticas centradas nas “necessidades concretas dos feirenses”, o que passa por “mais habitação pública acessível, investimento real na saúde, transporte público com horários úteis e cobertura eficaz, combate à precariedade e aos salários baixos, creches e escolas públicas com recursos, e acesso à cultura e ao desporto em todo o concelho”.
Contando com o apoio de “pessoas do Bloco e bastante gente de fora do partido”, Eduardo Couto propõe-se “abrir portas à transparência, à participação cidadã e à descentralização das decisões”, prometendo uma “visão audaz” para transformar a Feira num município “mais justo, mais verde, mais igual”.
O candidato reconhece, contudo, que “esta é uma batalha desigual à partida” e, numa alusão à subida de Amadeu Albergaria à liderança da autarquia na sequência da renúncia de Emídio Sousa, que integra o Governo, explica: “O nosso oponente do PSD, numa subversão dos mais basilares princípios democráticos, está há largos meses a fazer campanha eleitoral na qualidade de presidente de Câmara, mesmo não tendo sido eleito”.
Além de Eduardo Couto pelo BE e de Amadeu Albergaria pelo PSD, às eleições autárquicas de 2025, que deverão realizar-se em setembro ou outubro, outro candidato já formalizado na Feira é Márcio Correia, pelo PS.











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