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Pampilhosa da Serra chama população para projetar desenvolvimento urbano da vila a “médio prazo”

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“Queremos ouvir e envolver os Pampilhosenses”. Para o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, este é um dos grandes objetivos das sessões públicas sobre o estudo para o desenvolvimento urbano da vila – 2030, sendo que a primeira decorreu na passada quinta-feira, dia 3 de outubro. 

A requalificação e melhoria da vila, ao nível urbanístico, de expansão e mobilidade, estão no centro deste estudo que ainda não tem “solução fechada”, dado que há uma prioridade clara: “Não tomar decisões unilaterais e ouvir todas as pessoas para neste processo”, explicou Jorge Custódio. 

“A Câmara Municipal e o executivo têm a sua estratégia, projetos e planos de desenvolvimento, mas entendemos que a Câmara não devia ficar fechada dentro da sua ideia. Nesse sentido, queremos chamar a população a participar, para dar conta das suas preocupações e propostas que tragam valor acrescentado ao projeto”, reforçou. 

A solução para a organização das ruas e da malha urbana da sede do concelho a “médio prazo”, defende o Município, está num planeamento feito com três atores principais – Câmara Municipal, população e um gabinete externo de arquitetura, chamado para elaborar este estudo e juntar-lhe um “olhar neutro”. “O nosso foco é sempre conhecer primeiro a realidade para depois tentar resolver o que não está bem, defendendo o interesse coletivo”, expressou o arquiteto Gil Ribeiro, um dos responsáveis pela elaboração do estudo. 

Após a definição da proposta de estrutura – o “esqueleto do estudo” -, serão identificados um conjunto de ações necessárias e respetivos processos executórios, com definição de dependências, impacto e custo, que, comparadas com os interesses da população e as dinâmicas em curso, levarão a uma análise comparativa. 

Tendo em vista a recolha do “máximo de contributos possível”, o Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra apelou ainda à ampla divulgação de um projeto que “não é para um mandato autárquico”. “Se queremos pensar no desenvolvimento do território temos de pensar além do mandato independentemente dos atores políticos”, disse. 

A próxima sessão pública está agendada para o dia 17 de outubro, sendo que esta fase de auscultação será complementada por um inquérito online a disponibilizar em breve, dedicado a todos os que não consigam participar nas sessões.

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