Coimbra

SIA Aperitivos de Montemor-o-Velho cresceu e faturou 7,5 milhões na exportação

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A empresa SIA Aperitivos, em Tentúgal, Montemor-o-Velho, aumentou as vendas em três por cento em 2021, apesar da pandemia, e faturou 7,5 milhões de euros (ME) na exportação, revelou à agência Lusa o diretor-geral, Pedro Santos.

Pouco afetada pelos efeitos da crise provocada pela covid-19, porque vende especialmente para supermercados, a empresa de batata frita vende cerca de 16 mil toneladas de batata frita por ano e tem atualmente 230 empregados.

A empresa, que exporta 18 por cento da sua produção, tem a sua própria marca com a “Basílio”, “Douradas” e “Super Douradas”. No entanto, a sua maior produção foca-se na grande distribuição.

“Somos a segunda maior empresa do concelho de Montemor-o-Velho em faturação”, sublinhou Pedro Santos.

Questionado sobre o impacto na faturação nestes últimos dois anos marcados pela pandemia, o responsável referiu ter notado “alguma queda” nos distribuidores cujas vendas dependem da restauração.

Apesar de tudo, a empresa conseguiu atingir os “objetivos de vendas”.

“A SIA ressentiu-se um bocadinho no início do ano, mas recuperámos totalmente e conseguimos atingir os nossos objetivos de vendas durante o ano passado, porque não dependemos muito da restauração”, sustentou.

A empresa faturou cerca de 7,5 milhões de euros só em exportação, no ano de 2021, e cresceu 3,2 por cento.

Esse crescimento é justificado pela recuperação das vendas e ainda à conta dos “novos contratos no segundo semestre que fez com que as vendas aumentassem”, explicou o responsável.

Relativamente aos novos investimentos para este ano, Pedro Santos explicou que os planos de investimento estão em espera, devido à incerteza face ao aumento do preço das matérias-primas.

“Neste momento, estamos a viver um período de enorme incerteza. Uma crise energética e de matérias-primas gigante que fez com que os óleos aumentassem mais de 60% do seu preço. O gás e a eletricidade mais do que duplicaram o seu preço. O cartão tem sido aumento atrás de aumento”, lamentou.

“Infelizmente, depois não conseguimos repercutir à mesma velocidade esses aumentos de preço na grande distribuição e isso tem um grande impacto na nossa rentabilidade”, explicou.

Pedro Santos exemplificou com o aumento dos combustíveis que implica um aumento do custo de transporte, o que provoca por sua vez um aumento do custo da batata.

Nos últimos três anos, a fábrica foi alvo de um plano de investimento que se traduziu na restruturação total.

“Temos investimentos previstos e em plano, mas estamos um bocadinho a perceber como se vão reajustar os preços para em função disso efetivar investimento”, concluiu.

A empresa revela ainda grande preocupação ambiental e, de acordo com a sua página na internet, além do reaproveitamento de resíduos, faz também depuração de água através de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais de última geração.

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