Viseu

Seniores de Viseu vão reviver as suas histórias de vida e de amor no Dia dos Namorados

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E porque o amor não tem idade para ser vivido e recordado, os seniores das residências ORPEA contam e avivam a memória com as suas histórias de vida e de amor, a propósito do dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados.

Uma data que serve como um momento de partilha de sentimentos e afetos e para relembrar a importância do amor e dos gestos de carinho, já que é possível amar em qualquer idade. Verdadeiras histórias de vida e de uma enorme sabedoria e experiência. Capítulos de um ‘livro’ que, em alguns casos, ainda continuam.

A história de Maria e de José, ambos na Residência ORPEA Viseu, é o testemunho de uma história de amor que ainda continua nos dias de hoje. Estão casados há 62 anos (faz 63 em setembro) e da união nasceram quatro filhos, atualmente já com oito netos.

Maria, que era auxiliar de contabilidade conta que conheceu José, na altura engenheiro civil, quando tinha 13 anos. “Nunca me esqueci, foi numa Sexta-Feira Santa. Eu estava a participar numa procissão e ele estava numa janela a ver a procissão passar. Olhei para cima, para essa janela, e os nossos olhares cruzaram-se. Logo no dia a seguir ele começou a demonstrar interesse em mim, mas eu achava que ainda era muito nova”, refere Maria.

E continua a sua história explicando que “ele nunca desistiu e de vez em quando escrevia-me um bilhete ou uma carta. Só quando fiz os 18 anos é que começamos a namorar e casamos no ano a seguir, quando eu tinha 19 anos, já ele com 27 anos”.

O casal entrou no mesmo dia para a Residência ORPEA Viseu, em agosto de 2021. Maria, devido ao facto de estar doente e o seu marido porque decidiu acompanhá-la. “É uma dívida de gratidão que nunca lhe vou poder pagar”, afirma Maria emocionada.

Para este casal que continua junto na sua história de amor, o segredo para uma união duradoura é “sobretudo gostar um do outro e haver sempre muita compreensão. Apesar das nossas diferenças fizemos do nada o que somos hoje, a família unida que construímos”, afirma o casal Maria e José.

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