A Região de Leiria vai marcar presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o ponto de partida para renovar a esperança no território gravemente afetado pela depressão Kristin, disse hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM).
“Nós somos promotores também da esperança e, nessa perspetiva, os municípios entenderam que a participação na BTL era o ponto de partida para renovar essa esperança”, afirmou à agência Lusa Jorge Vala, garantindo que a CIM está muito empenhada na participação na BTL “para dizer ao país e ao mundo que a Região de Leiria, neste momento, continua a ser Região de Leiria, resiliente”.
Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, salientou que o “património está cá, o património a todos os níveis, o património edificado, o património natural, as pessoas continuam cá e continuam de braços abertos para receber todos”.
Na quarta-feira, dia em que arranca a BTL, a CIM vai homenagear os que ajudaram a região.
“Vamos homenagear quem nos fez bem, quem continua a fazer bem e todos aqueles que fizeram parte destas últimas três semanas de apoio incondicional a uma região que ficou devastada, mas não foi derrotada”, declarou.
Segundo Jorge Vala, “a Região de Leiria continua viva, muito viva, porque continua a ter pessoas”
“E é nessa perspetiva que vamos estar na BTL”, sustentou o presidente da CIM.
Na quarta-feira, às 16:00, no espaço “Renascer Região de Leiria”, no pavilhão 2 da Feira Internacional de Lisboa, decorre a sessão de reconhecimento da solidariedade nacional para com os dez municípios da CIM.
“Esta sessão integra o programa da presença da Região de Leiria na BTL 2026, marcada por um propósito claro: afirmar a capacidade de superação do nosso território após os efeitos da tempestade Kristin, reconhecer a onda de solidariedade nacional que nos apoiou nos momentos mais difíceis e reforçar a mensagem de que estamos a construir uma região renovada, confiante e com esperança no futuro”, refere uma nota de imprensa da CIM.
O programa inclui, às 16:15, a iniciativa “Leiria levanta-se a cantar (crianças ao palco)”, a sessão de reconhecimento à solidariedade nacional e, a terminar, intervenções.
“A Região de Leiria mobilizou-se num esforço conjunto e único para recuperar, reconstruir e seguir em frente. Esta sessão é, acima de tudo, um momento de gratidão, união e afirmação do futuro”, adianta a mesma nota.
Fazem parte da CIM os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.










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