Leiria

Nazaré formaliza candidatura de 4,6 milhões para escola Amadeu Gaudêncio

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A Câmara Municipal da Nazaré candidatou a financiamento uma intervenção de 4,6 milhões de euros para requalificar e ampliar a Escola Amadeu Gaudêncio, cuja obra estima que possa arrancar em setembro.

“Esta candidatura representa mais um passo decisivo para dotar aquele estabelecimento de ensino das condições que alunos, professores, funcionários e famílias merecem”, afirmou o presidente da Câmara da Nazaré, Serafim António (PSD), ao anunciar a entrega da candidatura a um financiamento global de 4.602.863,22 euros.

Na reunião do executivo, realizada terça-feira, o autarca deu nota de que a autarquia do distrito de Leiria está a preparar o lançamento do concurso público que “deverá ser publicado ainda durante o presente mês ou no início do próximo”.

A expectativa do autarca é que a obra possa arrancar em setembro, caso o processo decorra dentro dos prazos previstos, tendo “uma duração estimada de 18 meses”.

O projeto de requalificação e ampliação da Escola Básica e Secundária Amadeu Gaudêncio, iniciado pelo anterior executivo socialista, contempla a construção de oito novas salas de aula, um campo desportivo exterior coberto e a requalificação do edifício existente, incluindo intervenções destinadas a melhorar o seu desempenho térmico e as condições de utilização dos espaços escolares.

Na reunião, Serafim António anunciou ainda a intenção de apresentar ao executivo municipal um relatório cronológico detalhado sobre o processo, com o objetivo de esclarecer todas as etapas percorridas, as decisões tomadas e os constrangimentos técnicos, administrativos e financeiros associados ao projeto.

A ampliação da escola, que não tem capacidade para acolher todos os alunos do concelho, foi candidatada ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas a intervenção foi classificada com “prioridade 2”.

Em setembro de 2024, o então presidente da Câmara da Nazaré, Manuel Sequeira (PS), explicou à agência Lusa que esta classificação “pôs em risco o financiamento” e que a autarquia não tinha “capacidade financeira para suportar o investimento necessário”.

Numa moção aprovada por unanimidade, o executivo apelou, na altura, ao Governo para avançar com a obra no estabelecimento construído nos anos 1980 para lecionar o 5.º e 6.º anos de escolaridade e que foi alvo de duas fases de alargamento da oferta formativa, abrangendo, atualmente, alunos desde o 2.º ciclo ao ensino secundário.

Em julho de 2025, o executivo liderado pelo PS pediu uma reunião ao ministro da Educação, Ciência e Inovação para solicitar apoio financeiro para a obra que agora volta a ser candidatada a financiamento pelo atual executivo liderado pelo social-democrata Serafim António.

Notícias do Centro | Lusa

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