O verão em Alcobaça volta a fazer-se de música, cinema e encontros improváveis entre diferentes artes. A 34.ª edição do Festival de Música de Alcobaça arranca a 26 de junho e promete levar ao Mosteiro de Alcobaça e a vários espaços da cidade uma programação que cruza o clássico com o contemporâneo, sem medo de explorar novos territórios.
Entre os destaques está a programação “Outros Mundos”, uma secção que convida o público a viajar por diferentes sonoridades e culturas. Um dos primeiros concertos acontece a 28 de junho com o trio iraniano SETÂR, que traz à Sacristia do Mosteiro uma combinação entre poesia do Médio Oriente, improvisação e música tradicional persa.
Outro dos momentos mais aguardados será “Amália na América”, espetáculo que junta a Orquestra das Beiras aos fadistas Cristina Branco, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro. Depois de conquistar o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o projeto chega agora a Alcobaça para revisitar o legado internacional de Amália Rodrigues através de um diálogo entre o fado e a música americana.
O festival abre ainda espaço para propostas que cruzam jazz, eletrónica, música barroca, dança contemporânea e criação multidisciplinar. Há projetos inspirados na obra de Johann Sebastian Bach, espetáculos onde a música dialoga com o movimento e até uma criação orquestral de forte inspiração cinematográfica assinada pela compositora Estela Alexandre.
Mas nem só de concertos vive esta edição. O Patim da Cerca do Mosteiro transforma-se também numa sala de cinema ao ar livre com vista privilegiada para as torres do monumento. O ciclo inclui a exibição de “Moulin Rouge”, que celebra 25 anos, “Chopin — Uma Sonata em Paris” e “Siga a Banda!”, filme francês nomeado para oito prémios César.
Ao longo de mais de um mês, o Festival de Música de Alcobaça volta assim a afirmar-se como um dos mais importantes eventos culturais do verão português, reunindo música, património, cinema e novas formas de criação artística num dos cenários mais emblemáticos do país.












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