Leiria

Projeto “Cuidar sem distância” leva serviço social às aldeias de Pedrógão Grande

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 O projeto “Cuidar sem distância”, da Câmara de Pedrógão Grande, que visa levar o serviço de ação social às aldeias do concelho, para reduzir as desigualdades territoriais, arranca no terreno este mês, foi hoje anunciado.

“O objetivo claro é levar o apoio social, ou seja, o nosso serviço de ação social diretamente às aldeias do concelho, aproximando as respostas e reduzindo as desigualdades territoriais”, afirmou à agência Lusa a vereadora Soraia Gomes.

Segundo Soraia Gomes, o município do norte do distrito de Leiria quer “garantir que ninguém fica sem acompanhamento por viver mais longe ou ter menos meios”.

“Uma pessoa que viva numa aldeia que fique a cinco, seis quilómetros do centro da vila, da Câmara Municipal, não poderá ficar prejudicada face a uma pessoa que viva a 200 metros”, salientou.

A iniciativa “Cuidar sem distância” quer promover “o acesso à informação, o acompanhamento e a proteção social, reforçando o bem-estar, a inclusão e a coesão da comunidade”, adiantou a autarca que tem o pelouro da ação social, destacando a importância de levar os serviços municipais para o terreno.

O projeto, que nasceu este mandato no seio do Gabinete de Ação Social do município, foi apresentado em dezembro às associações.

“A ideia inicial é irmos às associações, uma vez que não temos ainda nenhuma carrinha”, declarou.

“Cuidar sem distância” arranca em 13 de fevereiro, na Casa da Cultura e Recreio de Vila Facaia. Estão igualmente definidos os outros nove espaços que, no primeiro semestre, vão receber o projeto, seguindo-se o anúncio dos locais que, até ao final do ano, acolhem a iniciativa.

“Quem vai estar nestas associações serão as nossas duas assistentes sociais e irei estar eu sempre que for possível e outros técnicos” em caso de necessidade, referiu.

Soraia Gomes adiantou que, entre outras ações, “Cuidar sem distância” pode ajudar a população a preencher documentos ou dar a conhecer apoios, permitindo saber se alguém precisa de acompanhamento, num trabalho que passa, também, por conhecer melhor as aldeias e os seus habitantes.

Se numa aldeia for necessário reforçar a sensibilização sobre queimadas ou sobre burlas, então a presença de um técnico da Proteção Civil ou de um elemento da Guarda Nacional República é previsível, o mesmo sucedendo relativamente a área da saúde.

“A ideia é ir levantando as necessidades de cada aldeia e, depois, numa segunda volta, levarmos esses profissionais connosco”, disse.

Sobre a eventual aquisição de uma viatura, a vereadora esclareceu que, quando houver “disponibilidade financeira ou até que haja algum apoio ou algum programa” ao qual a autarquia se possa candidatar, “a ideia depois é ir também às aldeias que não têm associação”.

“Uma pessoa que queira vir falar connosco tem um maior resguardo e recato na associação”, caso contrário, “teria de ser na rua e, para já, não é uma opção”, acrescentou.

Notícias do Centro | Lusa

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