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Oito freguesias de Leiria com unidades locais de Proteção Civil

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Oito freguesias de Leiria vão ter a partir de domingo unidades locais de Proteção Civil, formadas por voluntários capacitados para ações de prevenção ou resposta a acidentes graves e catástrofes, disse hoje à agência Lusa o vereador Luís Lopes.

“A lógica de criação destas unidades locais é termos um grupo de fregueses que foi treinado e capacitado para diversas missões, desde a prevenção, preparação até à recuperação e o apoio após um evento, para que as próprias comunidades comecem a ter pessoas devidamente capacitadas para apoiar e também para desenvolver esta cultura de segurança de forma integrada”, afirmou Luís Lopes, que tem, entre outros, o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Leiria.

O autarca explicou que se trata um grupo que, conhecendo melhor o território e os seus perigos, “apoia as freguesias nas missões de Proteção Civil, devidamente coordenadas pelo município, através do Serviço Municipal de Proteção Civil”.

Pretendendo-se que este grupo seja “uma mais-valia em qualquer evento”.

O vereador referiu que o “maior enfoque serão sempre as ações de preparação e de prevenção, ou seja, que estes agentes que agora fazem parte destas unidades locais participem com os agentes de proteção civil, com as forças de segurança em ações de sensibilização, de educação, de formação”, mas também que acompanhem os próprios eventos que as freguesias organizem, culturais, desportivos ou recreativos.

Amor, Arrabal, Bajouca, Coimbrão, Marrazes e Barosa, Monte Real e Carvide, Monte Redondo e Carreira, e Regueira de Pontes são as freguesias e uniões de freguesias que vão passar a contar com estas estruturas, liderada pelos respetivos presidentes de junta, e cuja apresentação decorre no sábado à noite no Teatro Miguel Franco, em Leiria.

Segundo Luís Lopes, algumas freguesias, por dificuldades de mobilização, de recrutamento ou motivação, entenderam que ainda não reuniam as condições para ter unidades locais de Proteção Civil, mas o objetivo do município é ter as 18 freguesias do concelho com estas estruturas criadas até final de 2023, “para que todo o território tenha esta capacidade e que haja esta concertação e coordenação em todo o concelho”.

“Estas unidades locais, apesar de ser a nível da freguesia, vão ter esta capacidade para apoiar as freguesias limítrofes”, declarou o autarca, assinalando que “esta articulação e subsidiariedade é absolutamente crucial” para haver sucesso.

Das oito unidades fazem parte um total de 62 pessoas, que tiveram formação desde março até este mês em várias áreas da Proteção Civil, ministrada pelo município, corpos de bombeiros e forças de segurança.

De acordo com o comandante distrital de operações de socorro, Carlos Guerra, no distrito de Leiria, Óbidos e Pombal têm este projeto implementado, enquanto Porto de Mós já dispõe de uma unidade local de Proteção civil, estando em curso nas restantes freguesias.

Quanto aos restantes municípios do distrito, Carlos Guerra adiantou que manifestaram interesse na concretização desta iniciativa.

Na sessão de sábado, vão ainda ser apresentados o projeto “Evacuar Floresta”, da Universidade de Coimbra, e o programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Arrabal é a primeira freguesia do concelho de Leiria a implementar este último programa.

Notícias do Centro | Lusa

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