A Assembleia Municipal de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, aprovou, por unanimidade, uma moção em que exige ao Governo medidas urgentes para garantir a reposição dos serviços de telecomunicações afetados na sequência da tempestade Kristin.
A moção, apresentada pela bancada do PS, na reunião daquele órgão autárquico de quarta-feira, exige “ao Governo a adoção de medidas urgentes que garantam a reposição integral dos serviços de telecomunicações ainda afetados e a normalização das condições de acesso das populações”.
De acordo com o documento, decorridos cerca de cinco meses da tempestade Kristin, a 28 de janeiro, “subsistem situações de interrupção e degradação grave dos serviços de telecomunicações em algumas localidades” do concelho de Miranda do Corvo.
“Os residentes permanecem privados de acesso regular a serviços de internet, televisão e comunicações eletrónicas, apesar das sucessivas garantias de reposição apresentadas pelos operadores responsáveis”, refere a moção apresentada pelo deputado socialista Tierri Lopes.
Os eleitos da Assembleia Municipal de Miranda do Corvo também querem que a autarquia solicite à ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) “o acompanhamento específico relativo às situações verificadas no concelho de Miranda do Corvo, apurando responsabilidades, avaliando o cumprimento das obrigações dos operadores e promovendo as medidas corretivas adequadas”.
A moção insta também os operadores de telecomunicações “a assegurar uma comunicação transparente com os clientes afetados, prestando informação regular sobre o estado das intervenções, prazos de execução e medidas compensatórias aplicáveis”.
Assembleia Municipal vai “dar conhecimento” desta sua “profunda preocupação pela persistência das falhas nos serviços de telecomunicações ao ministro das Infraestruturas e Habitação, à ANACOM, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.












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