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Guarda faz um minuto de silêncio pelas vítimas da guerra na Ucrânia

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 A Assembleia Municipal da Guarda guardou hoje um minuto de silêncio pelas vítimas da guerra na Ucrânia e, no início da sessão, os eleitos tiraram uma fotografia coletiva com a bandeira daquele país.

No arranque da reunião da Assembleia Municipal da Guarda, que decorre desde as 09:30 no grande auditório do Teatro Municipal da Guarda, o presidente daquele órgão autárquico, José Relva (Movimento Pela Guarda), demonstrou preocupação relativamente ao que está a acontecer na Ucrânia.

De seguida, “em homenagem aos que já faleceram” no conflito e por respeito aos dois povos (ucraniano e russo), propôs que fosse guardado um minuto de silêncio, o que aconteceu.

Posteriormente, o deputado do PS Pedro Pinto distribuiu folhas A4 com a bandeira da Ucrânia impressa pelos eleitos presentes e foi tirada uma fotografia coletiva, para aquele órgão mostrar a sua “solidariedade para com o povo da Ucrânia”, justificou.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda), também abordou o assunto, referindo que “todos somos Ucrânia”.

“Nenhum de nós gostaria de ter começado o dia de hoje desta forma, mas, infelizmente, é o sinal dos tempos de alguma loucura da luta pelo poder que anda pelo mundo fora e, pior do que isso, pela nossa Europa, aqui bem perto. E esperemos dar um sinal de esperança e de conforto e de muito apoio aos nossos 1.500 militares que já foram mobilizados para acompanharem, esperamos que por agora só acompanharem, a guerra, que está já a decorrer”, declarou.

Sérgio Costa disse esperar que o conflito “tenha um fim próximo e que a diplomacia e que a paz mundial prevaleça sobre as loucuras de alguém que insiste em governar apenas no poder, pelo poder e pelo dinheiro do gás e do petróleo”

“Que foi aquilo que nós vimos, essencialmente, ontem [quinta-feira], depois de deflagrar a guerra”.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos mais de 120 mortos, incluindo civis, e centenas de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 100.000 deslocados no primeiro dia de combates.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa “desmilitarizar e desnazificar” o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo de seus “resultados” e “relevância”.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

Notícias do Centro | Lusa

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