Leiria

Estrada Nacional 8 reaberta em Alcobaça após reconstrução de aterro

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A Estrada Nacional (EN) 8, que se encontrava fechada ao trânsito, em Alcobaça, devido ao colapso de um aterro provocado pelo mau tempo, vai ser hoje reaberta, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).

O troço em causa encontra-se encerrado desde o dia 11 de fevereiro, na sequência da depressão Kristin e das “fortes chuvas que provocaram danos significativos que levaram ao colapso parcial do aterro, causando instabilidade estrutural da plataforma rodoviária”, segundo a IP.

A empresa procedeu ao corte total do tráfego na EN8, ao quilómetro 111+700, na localidade de Casal do Marques, no concelho de Alcobaça, no distrito de Leiria e, posteriormente, a uma reparação que permitirá hoje a reabertura desta via.

Os trabalhos “implicaram a deslocalização de um poste de baixa tensão em colaboração com a E-REDES” e, de acordo com a IP, “incluíram a reconstrução do aterro e da plataforma, a substituição da passagem hidráulica, a aplicação de geotêxtil e camadas de pavimento, assim como a reposição dos sistemas de drenagem, da sinalização e das barreiras de segurança”.

Na sua página na internet, a empresa informou que, “com a conclusão destes trabalhos, estarão hoje, durante a tarde, repostas todas as condições de segurança, e será possível devolver para utilização pelas populações este troço da EN8”.

A EN8 é uma ligação rodoviária relevante na região Oeste, ligando Alcobaça a Caldas da Rainha e conectando-se a sul com a Autoestrada 8 (A8), em Alfeizerão, uma das freguesias do concelho de Alcobaça.

As equipas técnicas da IP “continuam mobilizadas em diversos pontos do país, assegurando a monitorização permanente das infraestruturas, a execução das intervenções de estabilização e a reposição da circulação, garantindo a segurança e a continuidade dos serviços ferroviários e rodoviários nacionais”, conclui o comunicado da e empresa.

Dezanove pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

Notícias do Centro | Lusa

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