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Empreitada do Metro Mondego entre Serpins e Coimbra volta a falhar prazos

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 A empreitada de construção do troço do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) entre o Alto de São João, em Coimbra, e Serpins, na Lousã, voltou a falhar os prazos, depois de já ter sido adiada uma vez a data para a sua conclusão.

A primeira empreitada a ser consignada no âmbito do SMM, em setembro de 2020, tinha um prazo de execução de 18 meses (ano e meio), o que levaria a conclusão da obra para março de 2022.

No entanto, questionada em julho pela agência Lusa, a Infraestruturas de Portugal esclareceu que foi concedida, em dezembro de 2021, uma prorrogação do prazo à obra de 209 dias, o que atirava a sua conclusão para outubro de 2022.

Porém, as obras neste troço de 30 quilómetros, com um orçamento de 23,7 milhões de euros, continuam por concluir, como a agência Lusa constatou na ponte da Estrada da Beira, que atravessa o rio Mondego, em direção a Ceira.

Questionada pela Lusa sobre o atraso, a Metro Mondego afirmou que “todas as questões” deverão ser endereçadas à Infraestruturas de Portugal (IP), responsável pela empreitada.

A agência Lusa enviou, por diversas vezes, perguntas à IP sobre o atraso nesta obra, desde meados de outubro, questionando esta entidade sobre se houve um novo pedido de prorrogação da empreitada ou se haverá penalizações junto da entidade que ganhou o concurso por falha do cumprimento de prazos estabelecidos.

Até hoje, a IP não respondeu a qualquer uma das questões enviadas pela agência Lusa.

O troço suburbano foi adjudicado ao consórcio COMSA/Fergrupo.

A empreitada prevê a adequação de 30 quilómetros de espaço do canal que era previamente ocupado pela linha ferroviária do Ramal da Lousã, a adaptação de túneis e outras estruturas existentes, criação de 17 paragens, quatro zonas específicas de cruzamento de veículos, cinco rotundas de inversão de marcha junto de estações dos autocarros elétricos, entre outras intervenções.

O SMM “consiste na implementação de um ‘metrobus’, utilizando veículos elétricos a baterias que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra”, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo, numa extensão total de 42 quilómetros.

A Metro Mondego executou 49,9% daquilo que tinha programado para 2021 e justificou a derrapagem com atrasos na autorização de investimentos estruturais e na empreitada da Baixa de Coimbra.

As empreitadas e lançamentos de concursos do SMM têm sofrido diversas derrapagens.

Em setembro, foi referido que a empreitada da Via Central, junto à Praça 8 de Maio, em Coimbra, deverá ser prolongada por mais um ano, numa intervenção que era para ter ficado concluída no início desse mês.

A operação entre a Portagem (Coimbra) e Serpins deverá arrancar no primeiro trimestre de 2024 e a o troço urbano no final desse mesmo ano.

Notícias do Centro | Lusa

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