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Construção dos Passadiços do Côa concluída no início de 2022

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A construção dos Passadiços do Côa, em Foz Côa, começou há cerca de uma semana e deverá estar concluída no início de 2022, ligando o Museu do Côa à linha ferroviária do Douro, anunciou hoje o presidente da câmara.

“A obra já começou a ser executada. Contudo, houve alterações ao projeto inicial, porque não foi possível chegar ao rio Douro como inicialmente estava previsto. Através de novo projeto, conseguimos uma candidatura [a fundos comunitários] de 445 mil euros, avançando a obra com uma dotação de cerca de 370 mil euros, efetivos”, explicou à Lusa, João Paulo Sousa.

Em julho de 2019, o ministro Adjunto e da Economia assinou no Museu do Côa o contrato de financiamento do projeto “Passadiços do Côa”, estimado em meio milhão de euros e que previa ligar a unidade museológica ao rio Douro.

O novo percurso turístico, construído em madeira, terá uma extensão estimada de 890 metros. A estrutura está a ser construída desde a semana passada, na margem esquerda do rio Côa, devidamente enquadrado na paisagem, de forma a permitir uma melhor e mais fácil visitação da arte rupestre existente no local e a ligação ao Museu do Côa, no distrito da Guarda.

Segundo os promotores, entre os quais o município de Foz Côa, o projeto estava preparado para arrancar no sopé do museu para permitir a visita a alguns núcleos de gravuras rupestres no Vale de José Esteves e da Vermiosa.

Atualmente, e de acordo com o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, João Paulo Sousa, “as entidades competentes que gerem a cota do leito do rio Douro e a própria Agência Portuguesa do Ambiente (APA), consideram que, para salvaguardar a referida cota e o leito de cheia, não foi possível chegar mesmo à beira rio”.

“Estas decisões foram impedimentos e vamos criar neste local alternativas, tais como a pavimentação de um troço de estrada que faz a ligação à desativada linha [ferroviária] do Douro [no troço Pocinho e Barca d´Alva] e tornar o espaço ribeirinho apelativo ”, concretizou o autarca social democrata.

João Paulo Sousa acrescentou que a construção dos passadiços do Côa “é uma obra complexa”. já que não pode haver a intervenção de maquinaria pesada dada a morfologia do terreno.

“Estamos a falar de uma encosta bastante íngreme e trata-se de um trabalho muito difícil de executar. Vamos ver o tempo de duração da obra e esperamos que esteja concluída no início de 2022 se não houver, entretanto, constrangimentos devido à covid-19”, justificou.

O objetivo dos novos passadiços no Vale do Côa  passa por atrair cada vez mais turistas a este território, que é duplamente Património da Humanidade, classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Notícias do Centro | Lusa

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