A Praia das Rocas, em Castanheira de Pera, norte do distrito de Leiria, vai reabrir em 30 de maio, disse o presidente da Câmara, adiantando que os danos na infraestrutura decorrentes do mau tempo estão a ser resolvidos.
“Vai abrir exatamente nas mesmas condições em que é normal abrir, portanto, com o espaço todo preparado para receber os milhares de visitantes que nos visitam durante três meses”, afirmou António Henriques, explicando que a praia, cuja imagem de marca são ondas a 80 quilómetros do mar, registou “alguns danos nas infraestruturas no complexo”, que “estão a ser resolvidos”.
Assim, “a praia abrirá dentro daquilo que é a normalidade dos restantes anos”, garantiu António Henriques à agência Lusa.
“Em termos de prejuízos, houve alguns danos na cobertura do bar e do restaurante, mas também em sombras, algumas estruturas de apoio, mas o principal dano tem a ver com a torre de slide e o slide que, com a força do vento, acabou por torcer”, esclareceu.
Explicando que esta situação “foi reportada ao seguro”, o autarca referiu que a resolução está “salvaguardada do ponto de vista da contratualização, para que, no dia 30 de maio, esteja tudo operacional e nas devidas condições de segurança, para que as pessoas possam usar a infraestrutura como um todo”.
Na próxima época balnear, que termina no dia 15 de setembro, “quem comprar o bilhete este ano, compra um bilhete único e tem ao seu dispor todas as atividades que quiser fazer, o número de vezes que quiser fazer”, declarou o presidente do município.
Slide, canoas, cisnes, stand up paddle e roller ball estão entre as atividades anunciadas nas redes sociais.
O autarca disse ainda esperar que as condições meteorológicas contribuam para uma boa época balnear, elencando outras ofertas turísticas, culturais e desportivas do concelho.
“Que possa ser, de facto, uma época alta, cheia de pessoas em Castanheira de Pera”, desejou, o que contribuirá “positivamente e significativamente” para a economia local e “para quem apostou em investir em Castanheira de Pera”.
Questionado se teme afastamento de turistas devido ao impacto da depressão Kristin (no concelho foram estimados prejuízos na ordem dos cinco milhões de euros), o presidente da Câmara começou por elogiar a escolha dos territórios afetados pelo mau tempo para a primeira a presidência aberta, na semana passada, do chefe de Estado, Antonio José Seguro.
“A verdadeira identidade dos territórios, aquilo que é a sua mais-valia está cá na mesma, que são a nossa gente, a nossa vontade de receber, o saber receber. E, portanto, eu acho que o nosso Presidente da República deu o primeiro sinal para mostrar ao país e ao mundo que o território continua no mesmo sítio e merece continuar a ser visitado”, considerou.
Afirmando não temer que o impacto do mau tempo possa afastar turistas do concelho, António Henriques admitiu, todavia, que a conjuntura internacional, com a “escalada nos preços”, poderá ser o “motivo de preocupação”.
“Mas, geralmente, quando isto acontece também há uma aposta maior no turismo interno e é isso que eu espero e que todos nós esperamos que aconteça, que pelo menos os números que temos vindo a ter nos últimos quatro anos, principalmente num crescimento do turismo todo o ano, onde a praia tem um turista cada vez com maior qualidade, consigamos manter”, acrescentou.











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