O Agrupamento para a Regeneração Ambiental dos Solos de Estarreja (ERASE) deu por concluída a “remediação ambiental” de vala de São Filipe, naquele concelho do distrito de Aveiro, revelou hoje fonte municipal.
A operação implicou a remoção de solos contaminados na vala de São Filipe e o seu empedramento, com barreiras de contenção em troncos de madeira.
Durante os trabalhos foi ainda feita a remoção e reposição de novas terras nas faixas laterais dos terrenos que marginam aquele curso de água, desde a zona do Complexo Químico de Estarreja até à zona da Póvoa.
O Projeto ERASE, iniciado em 1998, teve por objetivo “reduzir o passivo ambiental relacionado com os resíduos industriais depositados durante décadas no Complexo Químico de Estarreja, suspendendo a contaminação dos solos e águas subterrâneas, resultante do processo de lixiviação, e recuperando ambientalmente as zonas envolventes.
A “remediação ambiental” da vala de São Filipe veio complementar a primeira fase do Projeto ERASE que, em 2006, removeu e selou cerca de 300 mil toneladas de resíduos industriais perigosos, constituídos essencialmente por cinzas de pirites e lamas de mercúrio, que estavam a céu aberto, num investimento que ascendeu a cerca de sete milhões de euros.
A Vala de São Filipe, cuja remediação ambiental foi agora concluída, recebeu até 1975 descargas de efluentes líquidos industriais do Complexo Químico de Estarreja, ricos em metais pesados, nomeadamente arsénio e mercúrio.
Os trabalhos realizados vão ser publicamente apresentados na quinta-feira, numa sessão que terá início pelas 09:30 na Biblioteca Municipal de Estarreja, seguindo-se uma visita ao terreno.
A empreitada de remediação ambiental da Vala de São Filipe correspondeu a um investimento do consórcio da Câmara de Estarreja e das empresas químicas alojadas no município, que foi superior a 5,6 milhões de euros, financiado pelo Fundo de Coesão da União Europeia, através do POSEUR.













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