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Companhia de teatro das Caldas da Rainha estreia “Mandrágora” de Nicolau Maquiavel

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O Teatro da Rainha estreia a 16 de julho “Mandrágora”, uma comédia de Nicolau Maquiavel que marca o regresso da companhia aos espetáculos ao ar livre, no Largo da Copa do Hospital Termal das Caldas da Rainha.

“Benévolos ouvintes, Deus vos guarde, temos para propor uma comédia de Niccolò Macchiavelli [Nicolau Maquiavel]”, anuncia o Teatro da Rainha, companhia residente nas Caldas da Rainha, que este ano escolheu para a sua apresentação ao ar livre a peça “Mandrágora”.

Escolhida “pela sua componente popular, embora de linguagem bastante complexa”, a peça marca o regresso da companhia a um modelo de “crítica política” através do espetáculo que, segundo o encenador, Fernando Mora Ramos, “surpreende pela maquinação da intriga” pondo em cena “a célebre máxima segundo a qual para atingir determinado fim todos os meios convêm”.

“O que me atraiu [na peça] é o lado utópico, pragmático, contendo a ideia de que as coisas podem ser melhores, não sendo perfeitas”, disse o encenador à agência Lusa, sobre a obra que considera “uma espécie de elogio do adultério”.

Em palco, juntam-se “um velho que quer ter um filho e não consegue, um jovem apaixonado pela rapariga e um esperto que manobra as coisas para os dois apaixonados se encontrarem. No fim todos ganham”, conta Mora Ramos, explicando que o velho aceita que a mulher tome a planta de mandrágora e se deite com um vagabundo (que afinal é o apaixonado), acabando esta por engravidar.

O velho “ganha o herdeiro, o jovem e a rapariga o prazer, o esperto é pago e o criado do velho também recebe algum dinheiro”, acrescenta.

Isabel Lopes, Cibele Maçãs, Fábio Costa, Fernando Mora Ramos, José Carlos Faria, João Melo, Nuno Machado e Ricardo Soares são os atores que encarnarão as “personagens sem escrúpulos, licenciosas, velhacas, manhosas, astutas, ou seja, maquiavélicas, regidas pela lei do dinheiro que tudo compra”, refere Henrique Bento Fialho na sinopse da peça.

“Mandrágora” foi pela primeira vez apresentada na cidade de Florença, em 1518, sob o título “Comedia de Callimaco e Lucrezia”, obtendo grande êxito e tendo sido posteriormente representada em Veneza, Bolonha, Roma e, até, na corte do Papa Leão X.

Com tradução de Isabel Lopes, encenação de Fernando Mora Ramo, cenografia de José Serrão, figurinos de José Carlos Faria e música de Tiago da Neta, a peça estará em cena no Largo da Copa, em frente ao Hospital Termal das Caldas da Rainha, entre os dias 13 e 16 de julho, com entradas gratuitas.

No local, que por quatro dias assume “feições florentinas”, serão montadas bancadas com capacidade para 200 espetadores.

Notícias do Centro | Lusa

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