O rosto mais mediático de São Tomé e Príncipe regressa aos tachos no próximo fim de semana para apresentar receitas com o cacau do seu país no Festival Internacional de Chocolate de Óbidos.
Este encontro de culturas encerra o certame com chave de ouro, através da realização de duas masterclasses dirigidas pelo chef João Carlos Silva, na qual vai abordar também alguns dos seus projetos de desenvolvimento cultural, gastronómico, social e ambiental no país.
Conhecido sobretudo pelo programa “Na Roça com os Tachos”, o chef João Carlos Silva vem a Óbidos para dar a degustar receitas onde o cacau de São Tomé e Príncipe assume o protagonismo e brilha como um dos melhores do mundo. Deste fruto extrai também o Óleo Essencial Lubrificante de Cacau, produzido na OLGA – Oficina Laboratório de Gastronomia dos Angolares (na Roça de São João), que vai ser apresentado no Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, juntamente com um SPA de Língua, uma experiência a
descobrir nos dias 5 e 6 de abril, no Palco Smeg/Callebaut.
A OLGA é um dos projetos que João Carlos Silva vai abordar no festival, um projeto de apoio a jovens com a preocupação social de formação, que passa essencialmente pela horta e a cozinha. Esta oficina laboratório é também responsável pelo FOLGA – Festival de Gastronomia da OLGA, uma iniciativa que promove pratos típicos e algumas especialidades diferenciadoras da culinária são-tomense.
Sempre bem-disposto, João Carlos Silva traz a Óbidos também o seu lado mais sério, como o projeto integrado de desenvolvimento da Roça Água Izé, que tem uma implicação social e transformadora do território, com a reinvenção da Água Izé como cidade, abrangendo espaços classificados como floresta, zona urbana, orla marítima, áreas comerciais, industriais e comunidades rurais.
Outro dos projetos do chef é a Cacau – Casa das Artes, Criação, Ambiente e Utopias, que dá palco a artistas de várias partes do mundo, com o objetivo de levar São Tomé ao mundo e o mundo a São Tomé.
Integra também um museu, espaços para danças tradicionais e gastronomia do país, escola de artesanato, exposições, biblioteca itinerante, entre outras atividades.
Notabilizado pela televisão, o chef são-tomense tem sido uma voz ativa na promoção e desenvolvimento do seu país, o que o levou a ser nomeado Embaixador da Cultura de S. Tomé e Príncipe e Conselheiro para a
área da Cultura e Turismo da Região Autónoma do Príncipe.
A entrada nas duas masterclasses é gratuita e aberta ao público. Decorrem no Palco Smeg/Callebaut no dia 5, às 14:40, e no dia 6, às 19:00.
Ao longo do fim de semana, o festival terá também outros chefs a brilhar em palco, com destaque para David Rovira, da I + Desserts, Carolina Gonçalves, do restaurante Cura, Cátia Goarmon, do canal 24 Kitchen, ou Sara Gonçalves, do projeto “O CAOS”, que apresenta o chocolate na versão vegan.
Outra das atividades a não perder são as finais de diversos concursos a acontecer no Palco AEG/Pingo Doce, com o apuramento dos vencedores destas competições que decorreram ao longo do festival, como o Chocolate Rising Star, um concurso que promove o jovem talento na área da cozinha e pastelaria.
Ainda nos balcões de Esculturas ao Vivo, as atenções viram-se para a presença do chef Jeremy Delteil, em representação da École Ducasse, que irá estar a construir mais uma escultura in loco, enquanto o chef Léo Vilela produz a conhecida “Ovelha Dolly” em chocolate.












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