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Açudes da Videira Sul e do Casal de São Tomé em Mira vão ser reabilitados

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A Câmara Municipal de Mira e a Agência Portuguesa do Ambiente assinaram hoje um protocolo de colaboração técnica e financeira, para reabilitar o açude da Videira Sul e do açude do Casal de São Tomé.

Ambos os açudes integram na Região Hidrográfica do Vouga, Mondego e Lis (RH4).

A reabilitação da rede hidrográfica do concelho de Mira, no distrito de Coimbra, é “essencial” para permitir o seu bom funcionamento, tendo como objetivo a “recuperação das condições de escoamento e qualidade das linhas de água, estabilização de margens, prevenção da erosão e para a consolidação da galeria ripícola, potenciando o seu valor ecológico”, afirma a Câmara Municipal de Mira, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Estas intervenções possibilitam a recuperação da qualidade das massas de água, a proteção dos ecossistemas, a promoção da biodiversidade e a defesa contra cheias.

Cabe à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) propor, desenvolver e acompanhar a gestão integrada e participada das políticas de ambiente e de desenvolvimento sustentável, de forma articulada com outras políticas setoriais em colaboração com entidades públicas e privadas que concorram para o mesmo fim.

Ainda no âmbito deste protocolo, é competência da Câmara Municipal de Mira, colaborar no apoio a programas e projetos de interesse municipal, em parceria com outras entidades da administração central.

“Quero salientar o papel da APA em todo este processo que entende a necessidade destas instituições e que desde a primeira hora apoiou este projeto, que é de vital importância para os nossos recursos hídricos”, destaca, citado na nota, o presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida.

O administrador da APA, Pimenta Machado, considera que esta “colaboração entre estas duas entidades permite fazer uma intervenção de fundo numa área que estava muito necessitada e, por sua vez, ajuda a melhorar os recursos hídricos do concelho de Mira”.

De acordo com a autarquia, este projeto agora implementado surgiu da necessidade de garantir a segurança na gestão da infraestrutura em termos hídricos do açude do Casal de São Tomé e, em simultâneo, salvaguardar a gestão dos recursos hídricos.

A ideia é controlar e regular o nível hídrico da Barrinha e Canal de Mira, de forma “eficaz e mecanizada”, permitindo ainda o “aumento da recarga do aquífero e ganho de tempo até à sua entrada no mar”.

Este projeto, no valor de cerca de 94.800 euros, é comparticipado a 100% pelo Fundo Ambiental e enquadra-se numa lógica de estratégia de reabilitação da rede hidrográfica da Região Centro, para a qual o Município de Mira manifestou interesse em colaborar com a APA.

A autarquia dá ainda nota que tem também em vigor um protocolo com o Exército, que está a efetuar uma intervenção de fundo nas principais valas e recursos hídricos do concelho.

Notícias do Centro | Lusa

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