O município de Santa Maria da Feira vai construir um reservatório que, orçado em mais de 564.000 euros, vai proporcionar a 2.200 habitantes do Vale melhores condições de acesso à água quando houver pressão no sistema de abastecimento.
Segundo revela hoje à Lusa essa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, a empreitada na Travessa do Sobreiral consta de um plano de melhoramentos acordado há vários anos com a concessionária Indaqua e tinha a sua execução atrasada, mas deve agora avançar “no segundo semestre de 2026”, após o que terá um prazo de execução de 300 dias.
“A construção do Reservatório R39 é a resposta concreta a uma necessidade identificada na freguesia do Vale – uma zona mais elevada onde é importante reforçar a capacidade de reserva e melhorar a resiliência do sistema público de abastecimento de água à população”, explica o vereador do Ambiente, Mário Jorge Reis.
Na prática, o futuro reservatório permitirá “reforçar a capacidade de reserva e a otimização do funcionamento hidráulico do sistema”, com o que o autarca social-democrata espera “assegurar uma autonomia estimada de até 48 horas no abastecimento em caso de falha no fornecimento de água em alta”.
Com uma capacidade de 600.000 litros, a estrutura em causa envolve duas células autónomas – cada uma com capacidade para metade desse volume de água – e uma câmara de manobras onde se concentrarão os equipamentos de controlo, registo e distribuição – para abrir, fechar e monitorizar o respetivo fluxo.
A construção foi adjudicada à empresa Aradecta Lda. e tem uma comparticipação de 77% do programa Portugal 2030, no âmbito das medidas específicas para o “Ciclo Urbano da Água”.
Mário Jorge Reis admite que a espera pelo financiamento comunitário foi um dos aspetos a atrasar a obra, que também enfrentou outros “desafios nem sempre fáceis de ultrapassar”, como os relativos à aquisição de terrenos adequados à localização da infraestrutura.
O vereador garante, contudo, que esta e outras empreitadas idênticas são essenciais face à necessidade de dotar os sistemas de abastecimento de “maior resiliência para responder ao stress hídrico decorrente das alterações climáticas”.












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