O Monte de São Julião, em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, está em vias de classificação de âmbito nacional de acordo com anúncio publicado hoje em Diário da República pelo instituto público Património Cultural.
O Monte de São Julião, situado em Espinheira, freguesia da Branca, em Albergaria-a-Velha, é um importante sítio arqueológico com ocupação desde a Idade do Bronze, há cerca de 3000 anos.
O anúncio refere que por despacho de 01 de abril de 2026, exarado sobre proposta do Departamento dos Bens Culturais, foi determinada a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional do Monte de São Julião.
Nesse sentido, o sítio arqueológico irá beneficiar automaticamente de uma zona geral de proteção de 50 metros, contados a partir dos seus limites externos.
Segundo a autarquia, o interesse arqueológico do local foi comprovado durante a década de 90 do século XX, quando trabalhos de plantio intensivo trouxeram à superfície vestígios da ocupação do monte.
As primeiras intervenções arqueológicas colocaram a descoberto parte da estrutura de delimitação do sítio, mas as escavações foram interrompidas, tendo sido retomadas em 2014.
No sítio podem ser vistos os restos de uma mamoa, um monumento funerário pré-histórico do povoado dos finais da idade do Bronze, e também alguns vestígios singulares de um telégrafo, um posto de comunicações militar construído ali no século XIX, durante a guerra civil entre liberais e absolutistas.
Ao longo dos últimos anos foram recolhidos mais de 50 mil fragmentos de cerâmica, entre outros vestígios materiais, que caracterizam a ocupação do sítio desde a pré-história até à atualidade.
Atualmente, encontra-se em curso um projeto de valorização do sítio arqueológico, que pretende transformar o local num espaço de referência regional e nacional.
A intervenção, com um investimento previsto superior a meio milhão de euros, vem no seguimento da aprovação de uma candidatura à Linha de Apoio Regenerar Territórios – Incêndios 2024.
A câmara local conta iniciar as obras no segundo semestre deste ano, que contemplam “a conservação e restauro das principais estruturas arqueológicas, a criação de infraestruturas de apoio à visitação, a instalação de conteúdos interpretativos e soluções de mediação cultural”.













Comentários