Castelo Branco

PCP alerta para prejuízos causados pela interrupção da linha da Beira Baixa

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A interrupção prolongada e a forte limitação da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa está a causar graves prejuízos às populações e à economia da região, alertou hoje o PCP.

“A interrupção prolongada da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, na sequência da intempérie verificada no final de janeiro [designadamente a depressão Kristin] e dos danos provocados na infraestrutura ferroviária, veio agravar de forma significativa os já conhecidos problemas de mobilidade que afetam as populações do Interior”, afirmou a Direção da Organização Regional de Castelo Branco (DORCB) do PCP, em comunicado enviado à agência Lusa.

Os comunistas realçam a “inequívoca importância estratégica” desta linha ferroviária para a coesão territorial, assegurando a ligação entre o Interior Centro e o restante território nacional e servindo diretamente os concelhos de Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda.

“Apesar de todo o troço entre Castelo Branco e Guarda se encontrar operacional, a oferta tem-se limitado ao serviço Regional, mantendo-se suspensa a circulação de comboios Intercidades durante largos períodos”.

Segundo o PCP, esta situação traduziu-se numa redução drástica da oferta ferroviária entre Castelo Branco, Fundão e Covilhã, que foi reduzida para metade.

Já no troço Covilhã–Guarda, a redução foi ainda mais severa, passando de 10 para apenas quatro comboios diários, “comprometendo seriamente a mobilidade das populações”.

Além disso, sublinham que a circulação continua suspensa em troços como Mouriscas A – Vila Velha de Ródão, mantendo-se as populações privadas de ligação ferroviária, “num território já profundamente carente de alternativas de transporte público”.

Face a esta situação na Linha da Beira Baixa que se arrasta desde o final de janeiro, o PCP quer saber quais são as medidas urgentes previstas para assegurar a reposição integral e definitiva da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, incluindo o restabelecimento do serviço Intercidades em toda a sua extensão.

“Qual o calendário concreto para a conclusão das obras de reparação nos troços ainda interrompidos, designadamente entre Mouriscas A e Vila Velha de Ródão” e “que medidas mitigatórias serão adotadas, de imediato, para minimizar os impactos da redução da oferta, nomeadamente no troço Covilhã–Guarda, garantindo horários compatíveis com necessidades laborais, escolares e de acesso a cuidados de saúde”, questionam.

Os comunistas querem ainda saber quais foram as diligências desenvolvidas junto da CP – Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal “para assegurar uma resposta célere e adequada às populações afetadas”.

Notícias do Centro | Lusa

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