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Festival “À Deriva” vai cruzar arte, design e arquitetura em Penacova

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O festival “À Deriva”, que se estreia este ano em Penacova, pretende cruzar artes, design e arquitetura, num evento que junta alunos e professores do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra e da universidade americana Pratt Institute.

“À Deriva” pretende juntar cerca de 100 alunos das duas instituições de ensino superior que vão trabalhar antes e durante o festival, que decorre de 17 a 21 de julho, na vila de Penacova.

A ideia é a de pensar sobre o papel que arquitetos, designers e artistas podem ter nas comunidades, afirmou à agência Lusa a coordenadora do festival, Susana Lobo, docente do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra (Darq).

Durante os dias do festival, serão apresentados projetos desenvolvidos por alunos e docentes inspirados nas tradições locais, paisagens e comunidade, que tanto poderão estar presentes em exposição como em estruturas efémeras de madeira e de terra no espaço público da vila, disse a responsável.

O festival é organizado pelo Darq, numa parceria com o Pratt Institute, contando com o apoio da Câmara de Penacova, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) e da bienal Anozero.

“É um festival em que não são contratados artistas e em que todas as intervenções são trabalhadas pelos professores e alunos das escolas, sempre através da autoconstrução”, afirmou Susana Lobo, aclarando que haverá oficinas de construção em terra e madeira antes dos quatro dias de festival, cujas datas coincidem com as festas do concelho de Penacova.

De acordo com a docente, poderão ser apresentadas maquetes e desenhos com propostas para Penacova, instalações digitais e sonoras e intervenções no espaço público, entre outras iniciativas.

As intervenções no espaço público da vila serão “pequenas intervenções que permitam uma nova perspetiva sobre o território” que os cidadãos habitam, feitas por jovens que, não sendo da região poderão contribuir com um olhar diferente sobre a paisagem urbana de Penacova, disse.

De momento, o festival procura também angariar patrocínios de empresas da região Centro que se queiram envolver no projeto, acrescentou.

Susana Lobo manifestou vontade de que o festival tenha edições futuras, com o nome a sugerir uma relação com o rio Mondego, prevendo que noutros anos o projeto possa intervir noutras localidades servidas por aquele rio.

De acordo com informações do projeto, na página do Darq, o “À deriva” pretende ajudar a construir e reforçar uma imagem renovada da região Centro de Portugal, em harmonia com as suas comunidades, tradições e saberes, numa relação estreia com a educação.

Ao intervir diretamente no território, o festival espera estimular o público a ganhar uma melhor consciência e compreensão do impacto do design no quotidiano e da importância da participação das comunidades nas decisões.

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