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Festival Pombalino destaca “grande emancipação da mulher” na época do Marquês de Pombal

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O papel da mulher durante o período de governação do Marquês de Pombal está em destaque na próxima edição do Festival Pombalino, que decorre em Pombal, no distrito de Leiria, nos dias 25 e 26 de maio. 

Na apresentação do festival, hoje, no Museu Marquês de Pombal, a coordenadora do espaço museológico, Cidália Botas, explicou que o objetivo este ano é dar a conhecer “a grande emancipação da mulher” que se verificou em Portugal durante a governação pombalina, de 1750 a 1777.

“Ao contrário do que muita gente pensa”, realçou, naquele período “as mulheres passaram a ter um papel mais ativo na sociedade”, evidenciando-se “nas áreas artísticas, sobretudo na música, na pintura e na escultura”, mas também “na área da arquitetura e, inclusive, na área do poder e no âmbito social”.

Como exemplo, Cidália Botas lembrou duas mulheres, “D. Mariana e D. Maria Ana de Áustria, que se tornaram mulheres regentes”.

Segundo a responsável pelo Museu Marquês de Pombal, o evento combina animação com iniciativas de cariz cultural e pedagógico, a partir de “uma recriação histórica bastante cuidada e rigorosa, em que tentamos ao máximo recriar aquilo que eram as vivências do século XVIII”. 

Para o presidente da Câmara de Pombal, Pedro Pimpão, o tema do Festival Pombalino deste ano pode ser visto como uma reação a tomadas de posição que, hoje, colocam em causa o papel da mulher na sociedade.

“Acreditamos que a mulher tem, realmente, um papel muito ativo a desempenhar, como teve no passado”, mas, “às vezes, não é tão valorizado ou [até é] esquecido, porque, normalmente, as figuras históricas são mais masculinas”. 

Com o evento dos dias 25 e 26 de maio, Pombal pretende “dar a conhecer as mulheres e o que elas fizeram. E, depois, as pessoas tirem as suas conclusões”.

O autarca destacou ainda a importância do Marquês de Pombal para o município.

“É, naturalmente, uma das personalidades da história mais controversas. Isso não é mau. Porque há uns que gostam mais, outros gostam menos, mas é inquestionável que foi uma personalidade marcante na história do nosso país”, notou Pedro Pimpão. 

Para divulgar o impacto da governação pombalina, Pombal promoveu também hoje a apresentação de um novo jogo de tabuleiro, “O legado de Marquês de Pombal”, que pretende transmitir o impacto da ação do primeiro-ministro de D. José I às novas gerações.

“O legado nem é falar bem, nem é falar mal. É falar sobre o que é que ele fez, o que ele deixou e, depois, cada um retira a sua perceção e [define] a sua posição”.

Mas, acrescentou Pedro Pimpão, “tenho a certeza de que a esmagadora maioria [dos jogadores] vai ficar mais entusiasmada sobre, realmente, um homem que, nas décadas que teve de responsabilidade em várias áreas, deixou uma marca muitíssimo diferenciadora”. 

A programação do Festival Pombalino contempla recriações históricas, cortejo, animação de rua, teatro, música, danças ciganas, barrocas e palacianas, visitas encenadas, poesia, tasquinhas, jogos tradicionais, trajes e costumes, artes e ofícios tradicionais, entre outras atividades, num total de quase meia centena de momentos na zona histórica e na praça Marquês de Pombal.

Cidália Botas destacou dois momentos: a exibição de autómatos, relembrando as caixas de música mecânica, “muito frequentes no século XVIII”, e o espetáculo de danças palacianas, na noite do dia 25 de maio, que terá acompanhamento pela Orquestra Barroca D’Aquém Mar.

Na programação está incluído o Festival de Estátuas Vivas Barrocas, com a exibição de 14 figuras que valorizaram e destacaram a ação da mulher durante a época barroca.

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