Espetáculos da coreógrafa Clara Andermatt, do encenador Pedro Penim e da banda Moonspell são algumas das iniciativas previstas para o segundo trimestre de Aveiro, Capital Portuguesa da Cultura, dedicado ao tema “Cultura e democracia”, foi hoje anunciado.
Música, teatro, dança e exposições enchem a programação de Aveiro 2024 para os meses de abril, maio e junho, que se desenvolve em torno da cultura e da democracia, numa ligação aos 50 anos do 25 de Abril, e que foi hoje apresentada pela Câmara Municipal de Aveiro.
“O tema do segundo trimestre de Aveiro 2024, ‘Cultura e Democracia’, é de uma importância fundamental nos dias de hoje. Os mais recentes acontecimentos um pouco por todo o mundo demonstram a necessidade de fazermos da interligação entre a cultura e a democracia uma renovada força da nossa sociedade”, afirmou o presidente da Câmara, José Ribau Esteves, citado em comunicado.
Evocando as celebrações, este ano, dos 50 anos do 25 de Abril, o responsável assinalou que a autarquia quis “abordar este assunto de forma aberta e sublinhar a relevância da liberdade, da igualdade, do diálogo e da participação cívica na construção de uma sociedade mais justa, solidária, próspera e respeitadora da diferença”.
Entre as iniciativas previstas contam-se os espetáculos de dança “Idiota”, de Marlene Monteiro Freitas, nos dias 05 e 06 de abril, “Muda”, de Clara Andermatt, a 03 de maio, ou “Shechter/Wellenkamp/Naharin”, pela Companhia Nacional de Bailado, no dia 21 de junho, todos no Teatro Aveirense.
No que diz respeito a peças de teatro, o programa prevê a apresentação de “Fado Alexandrino”, da autoria do encenador Nuno Cardoso, diretor artístico do Teatro Nacional São João, e de “Quis saber quem sou”, de Pedro Penim, diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, ambos com exibições em maio.
A música levará até Aveiro a banda portuguesa Moonspell, com o espetáculo “Soombra”, bem como o artista Pedro Mafama e a cantora Lina, com “Fado Camões”, que se apresentam nos meses abril, maio e junho, respetivamente.
Nos próximos três meses serão ainda inauguradas duas exposições, uma em parceria com a Fundação de Serralves, intitulada “O exercício da liberdade”, com curadoria Joana Valsassina” (de 24 de abril a 23 de junho), e outra com a Fundação Cupertino de Miranda, intitulada “Liberdade, amor e poesia” (patente de 13 de abril a 23 de junho).
A organização destacou ainda a realização da bienal “Aveiro – Síntese”, dedicada à música eletroacústica, e a estreia do New Deal of Arts And Politics, um festival em que a arte, a política e o pensamento se cruzam.
A celebração do Dia da Marinha assume neste trimestre um papel “muito relevante”, contando por isso com diversas ações entre os dias 13 e 19 de maio, o mesmo sucedendo com o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades, a 10 de junho.
Neste mesmo dia, será inaugurada uma escultura de Rui Chafes, que ficará na Praça General Humberto Delgado e que representa uma homenagem da Câmara de Aveiro à cultura portuguesa e a Portugal.
Tendo por mote “O ano como palco. Um cenário infinito”, Aveiro 2024 tem por objetivo confirmar Aveiro como um lugar de cultura, de criação e de apresentação artística, propondo um calendário intenso de atividades nas mais diversas áreas, destaca a organização do evento.
A programação de Aveiro 2024 está dividida em quatro momentos, cada um dedicado a um tema diferente e às suas possibilidades, com o objetivo de “pensar a relação da cultura com a identidade (primeiro trimestre), a democracia (segundo trimestre), a sustentabilidade (terceiro trimestre) e a tecnologia (curto trimestre), com propostas nas mais diversas áreas, distribuídas por múltiplos espaços”.










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