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Região de Leiria pede apoio financeiro para centros de meios aéreos

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A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria pediu hoje ao Governo apoio financeiro para os três centros de meios aéreos, cujos custos de funcionamento são suportados pelos municípios onde estão instalados, disse à Lusa Jorge Vala.

Os autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) estiveram hoje reunidos com a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, em Porto de Mós, onde manifestaram algumas das suas preocupações relacionadas com a área de incêndios.

“Temos três centros meios aéreos em Alcaria (Porto de Mós), Pombal e Figueiró dos Vinhos, que servem um raio de 40 quilómetros. É uma resposta regional e até nacional, mas o suporte financeiro é da responsabilidade dos municípios onde estão instalados. Pedimos que haja uma repartição de custos, por forma a garantir o seu bom funcionamento”, apelou o presidente da Câmara de Porto de Mós, que tem a pasta da Proteção Civil na CIMRL.

Segundo o autarca, os centros de meios aéreos custam cerca de 100 mil euros às autarquias. “No caso de Porto de Mós, 95% das saídas foram para fora do concelho e mais de 80% foram para fora da região de Leiria. Deixamos de fazer outras coisas para os nossos munícipes, porque temos este custo com o socorro”, sublinhou Jorge Vala.

Outra das preocupações relatadas à secretária de Estado foi a mobilização de bombeiros para os centros de meios aéreos de forma permanente durante quatro meses – o período mais crítico de incêndios – que são retirados às corporações locais, “uma imposição da ANAC” (Autoridade Nacional da Aviação Civil) para prestarem socorro num eventual acidente.

“Estas são questões que preocupam os autarcas, assim como o bolo de 40 milhões de euros de fundos comunitários disponíveis para toda a região Centro para o apoio ao combate e a temas relacionados com a proteção civil, o que nos parece manifestamente insuficiente”, acrescentou.

Jorge Vala avançou que a governante vai levar as suas reivindicações e espera que, no próximo ano, “já que estamos em cima da época de incêndios”, possa haver uma “comparticipação financeira”.

A CIMRL irá ainda reunir com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Leiria para “definir critérios de avaliação e as prioridades de reequipamentos dos corpos de bombeiros, o que é realmente necessário em cada região para evitar redundância” e comunicar depois à tutela, referiu ainda o autarca.

Apesar de não ser da tutela da Proteção Civil, os autarcas da CIMRL alertaram Patrícia Gaspar para a carta de perigosidade, “que está hoje em discussão em Coimbra”.

A secretária de Estado “acolheu as nossas preocupações e afirmou que irá levá-las a quem de direito. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas não ouviu os autarcas para este novo documento, que vamos tentar que o seu prazo – que termina no dia 31 – seja novamente prorrogado. Temos concelhos do território que passaram de abaixo de 20% para acima de 90%, onde nunca se vai poder fazer nada. Não falo só em construção, mas há zonas que nos períodos de verão nem podem ter turistas”, advertiu.

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